Sacrifícios e escolhas: o caminho para o sucesso não é fácil

caminho sucesso

Dias atrás fui abordada por uma pessoa que me levantou a seguinte questão: como você consegue trabalhar o dia inteiro, trabalhar mais à noite, e ainda assim cuidar da sua filha sozinha? Essa pergunta, na verdade, já me foi colocada de várias formas e em vários contextos. E a resposta é sempre uma só: escolhas.

 

Mas antes de falar das escolhas, algumas dicas de organização não apenas de estudo, mas de vida mesmo.

 

A primeira coisa a ser levada em consideração: cada dia tem apenas 24horas, e dessas 24, você vai precisar de pelo menos 6 para descansar. Então, trabalhamos, a princípio, com o dia de 18 horas. Sim, parece óbvio e até mesmo falar sobre isso. Mas a realidade é que muitas vezes queremos “enfiar” dentro do dia muito mais tarefas do que ele comporta.

 

E, de novo: não estou falando apenas de estudo. Observe a minha situação: suponha-se que eu tenha planejado para o dia as seguintes tarefas: levar minha filha para a escola, trabalhar 8h, buscar a pequena na escola, fazer com ela a tarefa de casa, preparar janta, trabalhar mais 4h em jobs freelancer, fazer as unhas, passar a roupa e ainda assistir 3 episódios da minha série favorita, eu definitivamente não vou conseguir. Não dentro das citadas 18 horas. Por mais que eu queira, por mais que eu me esforce, é impossível, em função da única coisa que o ser humano ainda não conseguiu burlar: o tempo.

 

Então, regule sua meta ao que você pode fazer. Isso vai impedir que você se frustre diariamente por não conseguir alcançar aquilo que planejou, sem se dar conta de que na verdade o seu plano era impossível.

 

Segunda coisa: a semana tem 7 dias. Sim. Também parece óbvio. Mas essa informação te dá uma certa elasticidade para adequar o que precisa ser feito num período de tempo maior do que aquelas 18 horas iniciais. Ainda no meu caso, algumas coisas não posso adiar, mas posso, por exemplo, assistir um episódio da minha série a cada dois dias, fazer as unhas hoje, passar a roupa amanhã, e trabalhar em “freelas” apenas 2h por dia. Talvez assim dê tudo certo ao final de 7 dias.

 

Ah, agora você vai falar que o mês tem 30 dias, né?

Não… Infelizmente, 30 dias é muito. Se você deixar de estudar hoje, e acumular esse tempo para daqui a 29 dias, é bem provável que no final do mês, seus planos estejam todos furados. Se eu deixar para passar a roupa só no final do mês, certamente antes disso já não terei mais nada decente para vestir. A agenda semanal é bem mais adequada.

 

No mais, tirada essa parte inicial, é preciso levar em consideração que tudo na vida é uma questão de escolhas. E que cada escolha tem a sua própria consequência.

 

Você pode optar, hoje, por dormir a tarde inteira, mas amanhã terá que colocar em dia o que atrasou hoje. Não há vitórias sem sacrifícios. Não há escolhas sem renúncias. Você realmente vai precisar abrir mão de algumas coisas para conseguir chegar no seu objetivo, independentemente de qual seja ele.

 

Que tal começar? E sugiro que comece anotando num papel qual é o seu objetivo, quanto tempo você tem para alcança-lo, e dividir tudo nas suas metas semanais. Cole esse plano no teto em cima da sua cama ou na parede do banheiro, de modo que você olhe para ele todos os dias. Assim, a cada escolha que você fizer, você vai lembrar qual é a consequência dela.

 

É fácil? Não. Se fosse, todo mundo já estaria exatamente onde sonha estar. Mas, se o sucesso fosse fácil, que graça teria?

;)

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Força aí!

Dicas de português que todo concurseiro deve saber – Parte 2

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Dias atrás, postamos aqui algumas dicas de português. Que tal continuarmos com as dicas para esquentar essa semana gelada?

 

1) Como usar o Hífen:

O uso do hífen foi um dos pontos que teve mais alterações na Reforma Ortográfica. Três regras gerais podem ajudar na compreensão.

- se a segunda palavra começa com H, há hífen.

Ex.: pré-história, anti-higiênico, super-homem.

- letras iguais são separadas por hífen.

Ex.: anti-inflamatório, micro-ondas, sub-bibliotecário.

- se o prefixo terminar em consoante e a palavra seguinte começar em R, há hífen.

Ex.: sub-reino, ab-rogado, super-realista

 

2) MENAS, SEJE e CONCERTEZA não existem.

 

3) “Há pouco” indica passado.

Ex.: Há poucos dias, estive na Itália.

“A pouco” indica distância ou futuro. Ex.: Estamos a poucos dias do inverno.

 

4) Bem, Mal, Bom e Mau

O contrário de MAL é BEM. O contrário de MAU é BOM.

 

5) “Acerca de”, “A cerca de” e “Há cerca de”

ACERCA DE = a respeito, sobre.

Ex.: Estou falando acerca de regras de português.

A CERCA DE = perto de, próximo de. Ex.: As vítimas foram encontradas a cerca de 50 metros do local do acidente.

HÁ CERCA DE = faz aproximadamente, desde aproximadamente. Ex.: Não saio de casa há cerca de 2 semanas

 

6) Comprimento = medida de extensão. Cumprimento = saudação.

 

7) “Afim” ou “A fim”

AFIM = adjetivo que indica semelhança ou afinidade. Ex.: Eles têm ideias afins.

A FIM = indica finalidade e aparece na expressão “a fim de “. Ex.: Hoje estou a fim de me exercitar.

8) SENÃO = caso contrário. Ex.: Vou sair de casa agora, senão me atrasarei para o encontro.

SE NÃO = caso não (condição). Ex.: Se não chover, conseguirei chegar a tempo do encontro.

 

9) Correto: A gente foi ao show.

Errado: A gente foi no show.

 

10) Correto: Tudo certo entre mim e você.

Errado: Tudo certo entre eu e você.

 

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Os concursos continuam. E agora qual é a sua desculpa?

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Tempos atrás, estávamos aqui noticiando a suspensão dos concursos públicos no âmbito federal, por conta de uma lei editada no governo da Presidente afastada Dilma Rousseff.

 

Já na época da edição da citada lei, afirmamos que os concursos continuariam acontecendo, TODOS eles, em um ritmo um pouco menor, até que a economia volte a dar sinais de recuperação. De fato, foi o que aconteceu.

 

Contudo, mais recentemente, oura lei alterou novamente o panorama.

 

A Lei 13.291/2016 foi, em verdade, uma ótima notícia para os concurseiros. Ela altera a lei orçamentária (Lei 13.242, art. 99, §14º) para incluir diversos cargos em futuros concursos e que estavam excluídos pela gestão anterior.

 

Tá. E aí?

E aí que se você se deixou abater pela notícia de que não teríamos concursos por conta de uma restrição legislativa, essa desculpa já não cola mais. E, portanto, é hora de retomar, com força total, os estudos.

Temos previstos concursos para PRF, DNIT, PF, Receita Federal, diversas agências (ABIN, ANTT, etc.), Banco do Brasil, CEF, DPU, Auditor-fiscal do Trabalho, TRE´s e TRFs em todo o país, etc. Todos estes órgãos já estão com pedidos de autorização do certame em andamento.

 

Qual é a sua desculpa agora?

Bom, permito-me compartilhar um textinho aqui, que eu escrevi pra mim mesma, e lia sempre que me sentia desanimada na época em que estava estudando.

Olhe para trás: quanto passos você deu até chegar aqui?

Concordo: a prova é injusta. Mas onde foi que você leu que a vida sempre seria justa? Não é. E é um saco, mas você vai ter que se submeter a essa e mais várias injustiças.

Marque o x. Como se todo o meu conhecimento se resumisse a um x. E coloque na sua cabeça que você fez o que tinha que fazer. Que você deu o seu melhor, e que não existe ninguém no mundo melhor do que você. O seu maior inimigo é você mesmo. Enquanto você não enfiar na sua cabeça que você consegue, que você pode, infelizmente nada no mundo vai poder te ajudar.

É só mais um degrau. Só mais um dia. E é um dia lindo. Não deixe ele escapar.

Lembre-se disso.

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Responda: “Você está estudando da forma correta?” Confira essas dicas para não errar nos estudos

estudar certo

E então alguém te faz essa pergunta, e você já logo responde com outra pergunta: além de ter que estudar, ainda tenho que estudar da forma correta? Calma! Não estou querendo te pressionar mais… Deixo isso para os editais.

=)

Não existe, de fato, uma forma absolutamente correta de estudar. Mas existem formas erradas. E, mais que isso, existem atitudes erradas na hora de estudar. É delas que vamos falar.

 

Erro # 1: Não ler o edital.

Ok, ok… eu sei que é chato, que é gigante e que tem letrinhas muito pequenas. Mas realmente não dá pra não ler. Façamos assim: esses três pontos você vai ter que ler logo de cara. Depois, deixa o edital aí, bem perto, pra tirar todas as dúvidas que foram surgindo, ok?

a) datas (de inscrição, de prova, de tudo!!!);

b) itens obrigatórios na hora da prova;

c) conteúdo programático (imprima essa parte separada, para que possa ir anotando/riscando o que já estudou).

 

Erro # 2: Não se atentar para a banca examinadora

Cada banca tem um estilo próprio de fazer provas (exemplo: Cespe cobra jurisprudência; FGV cobra letra da lei). Você precisa estar atento a estes detalhes para direcionar melhor o seu estudo.

 

Erro # 3: Não se planejar

Planejamento é tudo, meu caro, e estudar pra concurso requer muita disciplina e dedicação. Uma dica que eu dou é a seguinte: antes de sair o edital, faça um plano de estudos que diversifique as disciplinas, estudando sempre um pouco de cada uma. Quando sair o edital, faça seu cronograma para revisar tudo aquilo que vai ser cobrado, sem deixar passar nenhum ponto! E lembre-se: o planejamento é importante porque se você se matar de estudar em um dia, vai precisar de 3 dias para se recuperar. Melhor, então, que você estude, regularmente, durante todos os dias, num ritmo constante e ideal.

 

Erro #4: Começar a estudar depois do edital

Nem preciso falar muito sobre este, né? Já viu o tamanho dos conteúdos programáticos dos editais? Acha mesmo que vai dar conta de tudo no tempo entre a publicação e a prova?

 

Erro #5: Não treinar

“Não vou fazer exercícios para focar apenas na doutrina”. Erro feio, meu amigo. As questões de prova se repetem, e, portanto, estudar por meio de exercícios já te dá uma grande vantagem. Além do mais, é importante que você pegue provas anteriores e faça, nas mesmas condições de tempo que uma prova real. Explico: tire um domingo de manhã para fazer uma prova inteira, como se estivesse no dia da prova. Isso vai te ajudar a perceber quais disciplinas te tomam mais tempo, se você sente fome ou sono durante a prova, e etc. E, a partir das suas percepções, você pode ir mais preparado no dia da prova.

 

Erro #6: Não descansar.

Já falamos sobre a importância do descanso, né? Lembre-se que você não é um robô!

 

 

Ok. Seis erros. Já é o suficiente pra começar!

Boa semana e bons estudos!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

 

Feriados e Estudos: Como aproveitar o feriado sem peso na consciência?

estudar ou descansar

Semana curta, feriado chegando, e aquela vontade de viajar ou de ficar em casa mesmo, sem fazer absolutamente nada já começa a entrar em conflito com a necessidade de estudar. Quem nunca, né?

 

A relação descanso x estudo é sempre complicada mesmo. A gente quer estudar, mas precisa descansar. Quando vai descansar, fica com dor na consciência porque precisa estudar. Mas não consegue estudar, porque está cansado demais. E aí nem estuda e nem descansa.

 

Vamos falar um pouco sobre o descanso.

Primeiro, é importante saber que estudar muitas horas, sem parar, faz seu rendimento e a capacidade de assimilação de conteúdo cair significativamente. Isso porque o cérebro cansa, e o cansaço gera perda de concentração que, consequentemente, reduz a produtividade nos estudos.

 

Dizem por aí que o ideal é que para cada 1 hora de estudo, você reserve 10 minutos de descanso. Eu digo que você deve, antes de mais nada, ouvir seu corpo. Não leve essa regra muito a sério: ouça seus próprios sinais. Se achar que 50 minutos é seu limite, ok; se achar que é 1h20, ok também. Mas tente não ficar mais que duas horas sem parar. E também tente não ultrapassar 15 minutos de descanso.

 

Dizem também que o soninho depois do almoço faz bem para o cérebro, desde que não ultrapasse 20 minutos. Sobre esse soninho, devo te adiantar que, a princípio, acordar depois de 20 minutos vai parecer tortura, e você vai querer não ter dormindo já que tem que levantar em tão pouco tempo. Ignore este pensamento (não vai ser fácil, mas força aí!). Mesmo parecendo pouco, o cochilo de 20 minutos te deixa mais desperto durante o resto do dia, e faz uma grande diferença. Pode acreditar.

 

Não indico virar noites estudando nas semanas que antecedem o concurso (embora esta seja realmente a vontade que nos dá). Sobrecarregar o corpo assim pode levar a mente e o organismo como um todo à exaustão, e isso vai comprometer não somente os eu aprendizado, mas também o seu desempenho na hora de fazer a prova.

 

E por falar em noites, indico que durma bem à noite. Também não acredito em fórmulas fixas, do tipo, durma exatamente 8 horas por noite. Cada pessoa tem o seu mínimo de horas de sono necessárias, mas recomenda-se que seja entre 6 e 9 horas.

Existe, também, uma coisa chamada ciclo do sono. Basicamente, funciona assim: a cada 90 minutos dormidos, temos um “ciclo de sono”. O ideal é que acordemos no fim de um ciclo, pois desta forma teremos mais disposição. Assim, por exemplo, se você dormir as 22h, será mais fácil e mais produtivo acordar as 5:30 (quando finalizou o 5º ciclo), do que as 6:00 (porque estará no meio do 6º ciclo). Tem aplicativos que medem esses ciclos, e eu recomendo. Parece loucura, mas ajuda bastante.

 

Mas espera um pouco… Eu comecei esse texto falando do feriado (temos feriado na quinta e, emendando a sexta, teríamos então quatro dias de folga! Uhul!!). Mas daí escrevi apenas sobre pausas durante o estudo. E aí? Qual é a dica para o feriado?

 

Essa pergunta é você quem vai ter que responder. Como estão seus estudos?

Tudo em dia? Então se permita dois dias inteirinhos de descanso. Você merece!

Está mais ou menos ou tem prova chegando? Que tal diminuir 2 horas no dia? Descanse à noite, saia para jantar ou assista um seriado.

Não tá tão legal quando deveria? Ignore o feriado. E apenas siga em frente.

Existe um outdoor por aí que diz o seguinte:

“Treine enquanto eles dormem, estude enquanto eles se divertem, persista enquanto eles descansam, e, então, viva o que eles sonham.”

 

A frase é real, mas cuidado: não leve tão a sério, ou você corre o risco de se arrepender ou até mesmo adoecer por ter tornado a sua vida uma obsessão doentia.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Pós-prova: Como lidar com a sensação depois da prova e controlar a ansiedade

ansiedade-prova

E aí, aquela prova para a qual você estava a um tempão estudando, chegou. Você acorda cedo (mesmo sem ter conseguido dormir direito na noite anterior), toma café e passa a manha meio perdido: não adianta mais estudar, porque não dá tempo e estudar em cima da hora só vai fazer você confundir as coisas que já aprendeu; também não dá pra dormir mais um pouco, porque você fica com dor na consciência de estar dormindo e não estar estudando. Por fim, você não estuda, nem dorme.

Almoça mais cedo, porque precisa ir pro local da prova. Não pode comer muito, senão terá sono durante a prova; não pode comer pouco, senão terá fome durante a prova. Compra alguns chocolates, mas a maioria deles acaba voltando com você, por motivos de:

a)    não deu tempo;

b)    ficou com vergonha de abrir o chocolate e fazer barulho e atrapalhar os outros candidatos;

c)    ficou com dor de barriga;

d)    esqueceu.

Aí, acaba a prova.

Você sai da sala meio atordoado. Como se tivesse sido atropelado por um caminhão. O corpo dói. A cabeça também. Você quer ir encher a cara, mas está mentalmente cansado demais.

Mesmo que você vença o cansaço, e mantenha o plano original de tomar o maior porre da sua vida quando acabar a prova, uma hora ou outra você vai chegar em casa, e encarar seu travesseiro. Sim: ele vai estar ali te esperando, com uma infinidade de perguntas, propostas, proposição, questionamentos, afirmações, e etc.

Acho que fui bem. Será que fui bem? Não devia ter mudado a resposta da 32. Será que vai ter gabarito extraoficial? Aff, nem quero ver. Vou ver sim. Será que vai anular a 56? a nota de corte deve ser mais baixa, afinal a prova estava bem difícil. Preciso só conferir aqui no Código se a 48 era aquilo mesmo. Vou ver a correção. Não, não vou. Não vai mudar nada. Se eu tivesse estudado um pouquinho mais, tinha acertado a 12. A 69 era letra da lei. Eu devia ter lido mais uma vez a lei hoje cedo. A 20 tava fácil.  Era só o que me faltava ter errado a 20. Será que marquei certo no gabarito? Amanhã já vou começar a estudar para a próxima fase. Ou para a próxima prova. Não, amanhã vou descansar. Chega: vou ver a correção. Ainda deve estar passando na internet. Aff, já acabou. E agora? Quando sai o gabarito oficial? E a lista? E a lista de espera? Vou ter um infarto. Fato.

 

Vai ser uma noite longa, meu amigo. Mas o dia seguinte vai chegar, de uma forma ou de outra.

Se eu tenho algum conselho? Não… na verdade, não tenho não. Sempre gostei de conferir o gabarito, mas por vezes esperei o resultado oficial. Sempre fiquei tensa no pós-prova e quase nunca tive força para ir para o bar.

 

Mas cada um reage de um jeito.

O importante é que, independentemente da forma como você lida com o pós-prova, não lide com ele por muito tempo. Sinta o que tiver que sentir. Descanse um ou dois dias. E continue caminhando.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Começando bem a semana: Continuar sempre, desistir jamais!

caminhos

Segunda feira, dia internacional da preguiça. Acordei com esse sentimento hoje, mas logo expulsei a vontade de ficar na cama. Lembrei do quanto já passei pra chegar até onde eu cheguei. E lembrei que não quero voltar ao que eu já vivi. Quero apenas olhar para frente. Seguir adiante. E para ir para frente não dá pra ficar olhando para trás.

 

Hoje resolvi deixar aqui um pouquinho da minha caminhada, que ainda não terminou. Na verdade, devo já adiantar uma coisa. Spoiler da vida: a caminhada nunca acaba.

 

A OAB foi meu primeiro desafio.

 

Eu confesso: levei a faculdade nas coxas! Fazia pra passar de ano, e não estourar em faltas. Entreguei minha monografia em junho do último ano, e nos últimos 6 meses, eu estudei tudo aquilo que não estudei durante o curso inteiro. Li, reli, li de novo. Fiz um cursinho, deixei de lado todas as festas e bares e ralei de estudar. Passei no meu primeiro exame: primeira fase com 62 pontos, e segunda fase no dia seguinte ao baile da minha formatura. Fiz a prova ainda maquiada…

 

A lista de aprovados saiu no dia do meu aniversário: o melhor presente que eu ganhei na minha vida foi ver meu pai chorando de orgulho.

 

Depois disso, mudei de cidade e comecei a trabalhar. Já pensava em concursos como Magistratura e MP, que precisavam de tempo de atividade jurídica. Quase completando os 3 anos, fui abençoada com a dádiva da maternidade. No primeiro ano, dedicação integral à minha pequena. Zero estudos, zero trabalho. Profissão mãe.

 

Depois, resolvi voltar a estudar. Retomei meus cursos, mas com a minha filha ainda bem pequena, e eu dividia meu tempo de uma maneira bem irregular: 70% do dia sendo mãe, os outros 30% estudando. Não me rendeu nada.

 

 

Continuei estudando em casa. Fiz algumas provas nesse tempo, mas não chegava nem perto. Desanimei. Voltei a trabalhar. Seis meses num escritório de advocacia de massa. Ganhava pouco e trabalhava muito.

 

 

Com o apoio infinito do meu pai, saí do escritório e retomei os estudos. Firme. Dessa vez, estudando de verdade. Pequena na escolinha em tempo integral. O primeiro concurso que eu me senti verdadeiramente preparada pra prestar, foi um para Defensoria Pública de SP. A prova tinha 88 questões, e eu acertei 69. Passei da nota de corte, mas não fiz o mínimo exigido em Direitos Humanos.

 

Chorei um dia, descansei uma semana, e virei a página. Em março do ano seguinte, fiz a prova do TJ/SP. Fiquei por pouco também… algum tempo depois, MP/PR. Fiquei por 1 ponto.

 

Por conta de adversidades da vida, acabei deixando de lado os estudos. Recebi uma proposta para trabalhar ao lado de um grande jurista, escrevi meus livros, conheci inúmeros dos professores que eu via apenas pelo computador, e depois recebi a proposta para vir para cá. E aqui estou.

 

Meus caminhos mudaram, mas as dificuldades não sumiram. E nem tudo são flores, nem sempre deu tudo certo, nem todas as coisas se ajeitaram da forma como eu queria. Ainda não cheguei no meu destino, mas se eu tivesse desistido antes, não teria chegado onde eu cheguei. E uma coisa eu sei: eu estou fazendo o meu melhor.

 

Lembrei de toda essa jornada hoje cedo, quando me deu vontade de continuar dormindo ao invés de vir trabalhar. E quando olhe pra minha pequena pensei no futuro que ela vai ter. Ela é o meu maior motivo. Qual é o seu?

 

Todo mundo tem motivos e “desmotivos”. Esqueça os desmotivos. Risque da lista, porque se você se prender neles, você realmente não vai levantar da cama às segundas de manhã. A batalha não é fácil, e certamente vai ter muita decepção no meio da luta. Mas a recompensa virá. Basta não desistir.

 

Boa sorte, bons estudos, e força aí! Lembre-se que que é seu, está guardado.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Você é um reflexo de seus sonhos?

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“Em qualquer ponto do globo, todo o homem normal tem dias para ser triste e dias para ser alegre, assim como a Natureza tem meses para o inverno e meses para o estio, e assim como o Tempo tem horas para a noite e horas para o dia.”

Olavo Bilac

 

Somos tão diferentes, temos sentimentos diferentes, ideias diferentes, perspectivas diferentes. Mas em uma situação somos iguais: queremos ser felizes.

 

Contudo, nos aparece outra pergunta: o que é ser feliz? É um conceito muito subjetivo para cada indivíduo.

 

É pela quantidade de pessoas que sonham em ter um salário razoável, estabilidade profissional, tranquilidade para sair 30 dias de férias e paz que o mundo dos concursos tem crescido cada vez mais.

 

Talvez, a da felicidade de boa parte das pessoas seja passar em um concurso público. Seria uma realização tanto pessoal, quanto profissional. Porém, é necessário abrir mão de muitas outras felicidades instantâneas para se alcançar uma felicidade duradoura. Não é fácil.

 

E você? Você é feito de quê? Quais são os seus sonhos e objetivos? A resposta pode te levar a muitos caminhos: provavelmente a caminhos certos, no que você considera certo.

 

Nós, da equipe do IOB Concursos, já encontramos nossa resposta: estamos aqui para lhe ajudar a alcançar sua felicidade!

 

Paula Morishita

Advogada, formada pela PUC-Campinas. Pós graduada em Direito Tributário. Coordenadora acadêmica do IOB Concursos desde 2011.

Dicas de português que todo concurseiro deve saber

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Dizem por aí que língua portuguesa está entre as 10 mais difíceis do mundo de se aprender. Não sei se essa informação é verdadeira. Mas que temos uma infinidade de regras, isso temos. E mais uma infinidade de exceções às regras.

 

Por isso, separei algumas principais dicas de português para concursos públicos Algumas podem parecer bestas, mas não custa nada reforçar.

  1. Mas/Mais

Essa é uma das dicas bestas. Mas é realmente o fim do mundo ver concurseiro errando isso. Inadmissível.

Mas é uma conjunção adversativa. Pode ser substituída por porém.

Mais é, em geral, adverbio de intensidade. é oposto de menos.

 

  1. Por que/Porque/Por quê/Porquê.

Essa é chata.

Por que é advérbio de causa e é usado em perguntas e quando se puder colocar a palavra “motivo” logo depois.

Porque é conjunção e é usado para ligar duas ideias ou duas orações (a segunda representa uma explicação da primeira).

Por quê é uma expressão, usada no final de uma frase, seja ela pergunta ou não.

Porquê é um substantivo e pode ser substituído pelas palavras causa ou razão.

 

  1. Agente/A gente

Canso de ver a galera confundindo essas.

Agente é uma profissão. Agente secreto, James Bond. Lembra disso.

A gente é uma locução que significa nós.

 

  1. Meio/Meia

Meio pode ser um numeral, que representa a metade. E até aí, tudo bem. Mas pode também ser advérbio, que tem sentido de um pouco. E como advérbio, nunca varia. Meio cansada. Meio chateada. Meio metida. Meio chata.

Meia é o que a gente põe no pé.

 

  1. Nada a ver/Nada haver

Nada a ver é o contrário de tudo a ver.

Nada haver não existe.

 

  1. Aonde/Onde

Aonde é advérbio que indica lugar, mas só será usado quando relacionado a verbo que pede a preposição “a” ou quando indicarem movimento.

Onde também é advérbio de lugar, usado nas demais situações.

 

  1. Eminente/Iminente

Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, importante, notável.

Iminente é também adjetivo, mas indica algo que está prestes a acontecer.

 

  1. Dicas de crase

- Nunca se usa crase antes de palavra masculina (a prazo);

- Sempre se usa crase antes de expressões femininas (à noite, à vista);

- Nunca se usa crase antes de verbo (a partir de);

 

  1. Comprimento/Cumprimento

Comprimento relaciona-se a tamanho, extensão.

Cumprimento é o “oi!”

 

  1. Seção/Sessão

Seção é a divisão das repartições públicas ou o ato de repartir.

Sessão é o espaço de tempo de uma reunião, do espetáculo de cinema, da peça de teatro. E olha que dica legal: se exigir que a pessoa se sente para assistir, é com dois S.

 

Bom… acho que com essas dicas já dá para a gente de divertir um pouco!

Bons estudos!

 

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Conciliando o trabalho com os estudos: Dicas para organizar o tempo

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Ainda não inventaram uma fórmula mágica que determina quantas horas por dia é preciso estudar para ser aprovado. Cada pessoa tem um ritmo de aprendizado, cada concurso demanda um nível de conhecimento, cada disciplina requer um tanto de dedicação. São inúmeras variáveis.

Se você tem o dia todo para estudar, maravilha.

 

Mas se, como eu, você precisa encaixar milhares de tarefas dentro do seu dia, 24horas podem parecer insuficientes. Eu costumo dizer que se encontrasse a lâmpada mágica, pediria ao gênio que me desse dias de 30 horas. Ou 40.

Atualmente, não estou estudando para concursos, mas sou mãe (e pai), trabalho das 7h às 17h, cuido da casa, e trabalho a noite, com prazos apertadíssimos. Então tive que dar um jeito de conseguir moldar meu dia para dar conta de tudo.

 

A primeira providência importante foi justamente enumerar todos os afazeres. E eu demorei para descobrir isso… Tanto que perdi diversas noites de sono terminando trabalhos urgentes porque não me organizei antes.

Com os seus estudos também deve ser assim.

 

Em primeiro lugar, é preciso definir um plano semanal ou até mesmo mensal. E você precisa listar tudo que precisa fazer naquele período de tempo. Tire um ou dois dias, antes de começar, para preparar o seu cronograma.

É possível fazer uma espécie de “banco de horas” de estudo: se você não conseguiu terminar o que tinha que terminar hoje, termine amanhã; da mesma forma, se conseguiu ir além do planejado hoje, permita-se descansar um pouquinho mais amanhã. Seu calendário deve ser flexível, de modo que você consiga adaptá-lo sempre que necessário. Mas você precisa segui-lo. Não deixe acumular horas demais no banco!

 

A previsão de recompensas também ajuda bastante: quando finalizar determinado conteúdo, permita-se um dia de folga. Ou um jantar com o(a) namorado(a).

Ter um lugar tranquilo, quieto e organizado para estudar é fundamental. Mantenha tudo que precisa para seus estudos neste local, de modo que não precise sair para pegar um livro, por exemplo. Fique longe de televisão, desligue o celular. Você precisa aproveitar bem cada minuto do tempo disponível. Existem ótimas ferramentas online (como o próprio Google Calendar) que ajudam na organização das atividades.

 

Tenha em mente que nem todos em seu trabalho entenderão que você é um estudante e nem da sua família entenderão que seu tempo é contado. Vai ter gente insistindo para você ir a happy hours, vai ter tia reclamando que você não foi no almoço, vai ter muita chateação sim. Ao menos, deixe todos informados. Diga que está buscando a sua melhora de vida, e que conta com a compreensão de cada um deles.

 

Infelizmente, não é possível abrir mão dos fins de semana, mas também não é nada recomendável que você não tenha tempo de descanso. Reserve momentos de lazer, e não deixe de praticar atividades físicas. Exercícios físicos ajudam na oxigenação do cérebro, e isto colabora com a melhor fixação dos conteúdos estudados.

Quando desanimar, lembre-se do seu objetivo: por que está estudando? A resposta a esta pergunta vai te ajudar a manter o foco e a força. Seja positivo e se considere privilegiado: muitas pessoas não têm a oportunidade de trabalhar, de estudar e nem muito menos de fazer as duas coisas.

 

Vai ser fácil? Não. Nem um pouco. Mas vai valer a pena.

 

Para mim, os dias ainda continuam tendo 24 horas (pois é… ainda não encontrei a tal lâmpada), mas eu já não passo mais madrugadas trabalhando.

;)

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.