Positividade: hoje tem que ser melhor que ontem

positividade

Estive prestando atenção nas minhas conversas cotidianas com as pessoas que me rodeiam, e a impressão que eu tive foi: tá todo mundo mal. Em diversos aspectos, em diversas intensidades, em diversos pontos de vista, mas em 100% das conversas, houve, em algum momento, a hora da lamentação.

 

De fato, os tempos não estão dos mais fáceis. E não estou aqui dizendo que drama e/ou mimimi generalizado. Até porque, não sou a pessoa mais indicada para julgar os dramas alheios… Melhor não entrar em detalhes sobre isso, mas digamos que eu já fui conhecida como a drama queen da minha turma.

 

Enfim. O fato é que depois de perceber tudo isso, acho que a falta de positividade tem colaborado para que as coisas, no geral, fiquem ainda menos fáceis. É como estar em um buraco, e somente olhar para baixo: a imagem realmente não é animadora, e, embora não se veja, naquele momento, outra opção senão continuar a cavar, o desânimo da falta de perspectiva faz com que o trabalho seja mais sofrido e menos produtivo. E, ao invés de apreciar o sol que vem lá de cima, a gente apenas se concentra em reclamar do calor.

 

E então, queria deixar aqui um desafio.

Eu nunca acreditei em pessoas totalmente positivas o tempo inteiro. E nem é isso que estou propondo. Não existe vida maravilhosa, não existem contos de fadas, não existe sucesso sem trabalho, não existe vitória sem batalha. A vida não é fácil mesmo, e ninguém falou que seria. Ou, se falaram, mentiram (desculpa, mas esta é a hora do choque de realidade).

Mas eu acredito no poder do pensamento. Acredito que se a gente pensar positivo o universo conspira. E para muita gente isso pode parecer besteira. Também não estou aqui para julgar as crenças de cada um.

 

A proposta é bem simples: a cada dia, faça pelo menos uma coisa de maneira melhor do que fez no dia anterior. Sim. O dia de hoje tem que ser melhor que o de ontem. Em qualquer aspecto, por menor que seja. Estude 5 minutos a mais, corra 100m a mais, reclame menos, coma mais verduras, trate bem uma pessoa que te trata mal, beba mais água, sorria para um desconhecido, seja gentil com alguém, qualquer coisa. Uma atitude por dia.

 

Ao longo do tempo, você vai perceber que esta atitude positiva faz um bem enorme à você mesmo, ainda que, aparentemente, a “boa ação” esteja direcionada à outra pessoa. E no começo, você vai querer resistir. Você vai achar que nada mudou. Você vai achar que é idiotice. Mas te peço que continue. Por pelo menos 30 dias.

 

Aos poucos, você vai se descobrir sorrindo, aparentemente sem motivos. Aos poucos, você vai respirar mais aliviado. Aos poucos, você vai se perceber mais disposto.

 

Aos poucos.

Os seus problemas não vão desaparecer como mágica. O que realmente importa é a forma como você vai enxergá-los. E, consequentemente, a forma como você vai encará-los.

E, se está pensando em desistir, recomendo que assista a um filme chamado Gabby Douglas. É um filme um pouco antigo, que conta a história de uma ginasta que tinha o sonho de ir para as Olimpíadas.

 

O caminho não é fácil para ninguém. Mas isso não significa que você deve tornar o seu caminho ainda mais difícil.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Dicas de Análise Sintática para Concursos Públicos – Parte III

dicas de português

Então, conforme prometido, vamos analisar as funções da partícula “se”. E já adianto que este é um dos temas mais chatos do português… E olha que eu realmente amo a língua portuguesa! Então pra eu achar uma coisa chata, ela tem que ser chata mesmo!

A partícula SE pode ter diversas classificações:

 

1) Apassivadora do sujeito

Aqui, o SE liga-se a um verbo transitivo direto e a ideia é que a frase pode ser lida “de trás para frente”. Veja:

Venderam-se casas. (De trás para frente fica: casas foram vendidas).

O verbo só pode ser transitivo direto, e combina com o termo que vem depois dele, justamente porque, ao inverter a ordem da frase, este termo se torna o sujeito.

A frase do exemplo está na voz passiva sintética, e a “de trás pra frente” está na voz passiva analíticas. Mas isso é assunto para outra hora.

 

2) Índice de indeterminação do sujeito

Aqui, o SE liga-se a u verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação. é bem fácil identificar esta classificação: basta substituir o “se” por “alguém” ou “ninguém”, e movê-lo para antes do verbo (mas lembre-se que o verbo não pode ser alterado na substituição). Se a frase fizer sentido, temos a classificação. No exemplo fica bem fácil de entender:

Precisa-se de vendedora com experiência.

Olha que legal a substituição: Alguém precisa de vendedora com experiência. Faz sentido, né? Então pronto: este “se” é um índice de indeterminação do sujeito, e, olha que simples, temos um sujeito indeterminado (lembra que vimos as classificações de sujeito nos posts anteriores?)

Agora veja o exemplo que demos antes, quando o “se” era partícula apassivadora: Vendem-se casas. Se substituirmos, fica “alguém vendem casas”. Não funciona. Porque o verbo não pode ser alterado, lembra? E “alguém” não concorda com “vendem”. Então não dá. O “se” aqui não é índice de indeterminação.

 

3) Pronome

Um pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de alguma forma. Aqui, a palavra SE pode ser:

- pronome reflexivo. Ex.: O garoto se machucou brincando;

- pronome pessoal recíproco ou reflexivo recíproco. Ex.: João e Maria se olharam e se apaixonaram.

- pronome fossilizado ou parte integrante do verbo: verbos pronominais são aqueles que necessariamente trazem para junto de si o pronome oblíquo. Ex.: arrepender-se, submeter-se., etc.

 

4) Conjunção

Conjunção é o vocábulo ou sintagma invariável, us. para ligar uma oração subordinada à sua principal, ou para coordenar períodos ou sintagmas do mesmo tipo ou função. Como conjunção, o SE não possui função sintática, mas tem extrema utilidade no período pois ligará a oração subordinada à oração principal, nas orações adverbiais e nas orações integrantes.

Vamos ver as orações e suas classificações mais para frente, mas pelo exemplo a seguir já dá pra entender um pouquinho: Não tenho certeza se esta é a melhor escolha.

 

E chega por enquanto!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Dicas de Análise Sintática para Concursos Públicos – Parte II

analise sintatica concursos

Na semana passada, começamos a revisar o tema da análise sintática, certo? Falamos dos elementos essenciais das orações, e começamos a estudar a classificação dos sujeitos. Ficaram faltando duas coisas para terminar esse ponto:

1. orações sem sujeito (que vamos analisar hoje)

2. partícula “se” (que vamos analisar semana que vem, porque ninguém merece ver tudo de uma vez só).

A oração sem sujeito, ou oração com sujeito inexistente, é aquela em que, como o próprio nome diz, não tem sujeito. Simples assim. Ela é formada apenas pelo predicado, que se articula a partir de um verbo impessoal.  É bem fácil! Vamos ver os casos:

a) verbos que indicam fenômenos da natureza, como, por exemplo: nevar, chover, ventar, gear, trovejar, relampejar, amanhecer, anoitecer, etc.

Ex.: Quando eu estive em Paris, não fez frio.

 

b) Verbo haver, no sentido de existir. Aliás, cabe aqui lembrar que toda vez que o verbo haver for usado neste sentido, ele permanece no singular, mesmo que os termos que o precedem estejam no plural. Isto porque o verbo não tem sujeito (e, por isso, é chamado de verbo impessoal). Este é um erro bastante comum, portanto vamos ver diversos exemplos:

Ex.: Havia muitos livros naquela biblioteca e ela queria ler todos eles.

Houve poucas desistências no concurso para a promotoria.

Há muitas pessoas interessadas neste pacote de viagens.

Havia muitas crianças no parque naquela tarde

Haverá muitos carros, mas há poucas vagas: melhor chegar cedo para encontrar um bom lugar para estacionar.

Pode ter havido diversos tipos de seres vivos antes do homem na Terra.

 

c) Verbos indicando tempo e distância (como haver, fazer, passar, ser). Pra esses, também servem as mesmas observações acima: eles sempre ficarão no singular quando estiverem neste sentido. Veja:

Nos conhecemos há muito tempo. Já faz 12 anos que somos amigos.

Passa das quatro da tarde.

Era um dia tranquilo.

 

Para finalizar, algumas observações importantes:

1) ao indicar tempo, o verbo ser varia de acordo com a expressão numérica que o acompanha. (É uma hora/ São nove horas)

2) ao indicar data, o verbo ser poderá ficar no singular, subentendendo-se a palavra dia, ou então irá para o plural, concordando com o número de dias (Hoje é 10 de julho/Hoje são 10 de julho). E sim… eu sei que esta segunda forma é bem estranha. Mas, apenas para conhecimento, ela está correta!

Semana que vem tem mais!

;)

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

10 de julho: Dia Mundial da Lei e seu papel na sociedade

dia-da-leiDia 10 de julho é o dia Mundial da Lei. Como vimos em nossa graduação, o objeto de estudo da lei foi evoluindo junto da sociedade e podemos afirmar, efusivamente, que atualmente a lei busca resguardar as condutas não apenas de humanos com outros humanos, mas também com o meio ambiente, se preocupando, portanto, com o futuro da sociedade.

 

Aliado a isso, meus amigos, podemos perceber que a evolução legislativa parte não somente da alteração da sociedade, mas também da visão dos nossos legisladores, o que, por vezes, ocorre antes da própria sociedade e impõe algumas pautas de conduta. Isso pode ocorrer tanto para melhorar quanto para piorar a vida em sociedade, caso tenhamos por objetivo resguardar outros valores que não sejam preservar o mundo e a busca por sempre melhorá-lo, a fim de que as futuras gerações (aqueles por quem as leis devem ser criadas) possam desfrutar de uma vida boa e digna.

 

Também, meus caros, não nos esqueçamos que a pauta legislativa está diretamente ligada ao nosso voto, seja para representantes municipais, estaduais ou para as duas casas legislativas federais, havendo um direto impacto entre as pessoas em que votamos e a pauta das casas legislativas, o que coloca sobre nossos ombros o peso do que é aprovado ou rejeitado.

 

Por fim, não obstante toda a importância da lei na sociedade, devemos sempre ter claro: o que deve mesmo reger a vida é a liberdade do ser humano, seja de ir e vir, de pensamento e manifestação e a liberdade constante de não ter nenhum direito violado. Dessa forma, tenhamos em mente que a lei é um instrumento de extrema importância consubstanciada em garantir a liberdade do ser humano em si considerado, impondo restrições ao poder de polícia do Estado.

 

fernando-cotaFernando Cota é professor de Direito Processual Civil no IOB Concursos e professor de pós-graduação “lato sensu” em Direito Processual Civil. Membro da Academia Brasileira de Direito Processual – ABDPRO e Membro do Centro de Estudos Avançados de Processo – CEAPRO. Advogado, Mestrando em Direito Processual Civil pela PUC/SP e graduado pela PUC/SP.

 

 

Língua Portuguesa: Dicas de Análise Sintática para Concursos Públicos

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Nessa semana e nas próximas, vamos brincar de relembrar o português. Dias atrás demos várias dicas, sobre assuntos variados, mas acho legal tirarmos algum tempo para uma revisão mesmo. E vamos revisar Análise Sintática.

 

Mas… por que?

O estudo da análise sintática faz com que a gente entenda como se formam as frases. Isso ajuda na comunicação, na leitura, e, especialmente, porque cai nas provas.

 

Em um período, cada palavra tem uma função determinada, independentemente de quantas palavras o período tenha. Em análise sintática, cada palavra é denominada termo. De acordo com a NGM (Nomenclatura Gramatical Brasileira), os temos de um período podem ser:

a) Termos Essenciais (sujeito, predicado, predicativo e verbo)

b) Termos Integrantes (complemento nominal, complemento verbal e agente da passiva)

c) Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto).

 

É… eu sei. Rever essas coisas todas dá uma dor no coração e uma lembrança que não dá para distinguir se é boa ou ruim das aulas de português, lá do ensino fundamental ou médio, né? Eu confesso que, mesmo trabalhando com a língua portuguesa há um bom tempo, mesmo estudando o tempo todo, eu também tenho esse sentimento. E o que fala mais alto em mim é: putz, por que diabos eu não prestei mais atenção às aulas quando minha única obrigação era estudar?

Mas… enfim. Aqui estamos.

 

Vamos começar pelos termos essenciais. Bem fácil. Sem eles, a oração não tem significado.

 

O sujeito é o termo sobre o qual o restante da oração diz algo. E o predicado é termo que contém o verbo e informa algo sobre o sujeito.

 

Na ordem direta, o sujeito aparece antes do predicado. Mas uma frase pode ser escrita na ordem inversa (com o sujeito depois do predicado ou mesmo no meio dele).

 

O sujeito pode ser determinado ou indeterminado.

Sujeito determinado pode, ainda, ser classificado em simples (o verbo da oração se refere a apenas um elemento) composto (dois ou mais núcleos ligados diretamente ao verbo) ou implícito ou elíptico (não está explicitamente representado na oração, mas pode ser identificado).

O sujeito indeterminado é mais chatinho. É aquele que não existe e nem se pode determinar nem pelo contexto, nem pela terminação do verbo. Existem maneiras de indeterminar o sujeito de uma oração:

1. Com verbo na 3ª pessoa do plural:

Exemplos: Chamaram seu nome.

b) Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular, seguido do pronome “se”: aqui o verbo vem acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito.

Exemplos: Vive-se melhor nas cidades do interior.  Precisa-se de recepcionista com experiência. Em dias de provas, sempre se fica nervoso.

 

Nos próximos artigos, vamos estudar a partícula “se”. Mas por hora guarde esta informação: as construções de sujeitos indeterminados ocorre com verbos que não apresentam complemento direto (verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação) e o verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.

 

Entendendo a Partícula Se

c) Com o verbo no infinitivo impessoal:

Exemplo: Era cansativo estudar todo aquele conteúdo.

Bom… acho que é suficiente para um começo, né?

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Dúvidas e respostas sobre o atual cenário dos concursos públicos

concursos públicos dúvidas

Dias atrás recebi um e-mail de um aluno que trazia a seguinte colocação:

Tenho visto, em diversos sites, um mundo de notícias sobre concursos que estão autorizados e com edital para sair. Ao mesmo tempo, tenho visto um mundo de concurseiros desanimados (alguns até desistindo), porque não teremos nenhum edital nos próximos dias. Em que acreditar?

 

O questionamento do aluno realmente faz sentido. No fundo, esta é uma questão bastante angustiante, independentemente de qual a área da vida a que ela esteja relacionada.

 

Bom… sobre os concursos, posso dar respostas mais objetivas.

De fato, temos visto muitas notícias de editais na iminência de publicação e alguns até já publicados:  IBGE (inscrições até 19/07); PM/PB (inscrições até 08/08); MP/RS (edital publicado em 21/06); PM/MG (edital retificado em 23/06); TCE/PR (edital publicado em 24/06); Polícia Civil/MT (contratação autorizada); DPE/PR (concurso autorizado); TJ/MG (banca definida); TER/SP (comissão organizadora divulgada). Esses são apenas alguns exemplos de que os concursos públicos não vão parar.

 

De fato, nunca vão. O Estado não pode funcionar sem servidores, e a demanda é sempre (sempre mesmo!) crescente. Então, se alguém te disser que não vai mais ter nenhum concurso, apenas ignore, porque a informação é falsa.

 

Bom… mas se temos tantas provas por vir, por que a insegurança?

A frase clichê do momento seria: é a crise.

De fato, toda essa incerteza com relação ao futuro da economia e de diversas outras áreas no país o pensamento coletivo. Mas o fato de estarmos atravessando uma crise deve te incentivar ao invés de te trazer mais insegurança.

 

Este é o momento para você se dedicar com mais afinco. Sendo certo que concurso público sempre vai existir, é a hora de você se esforçar um pouquinho mais para se aproximar e, enfim, alcançar a sua meta. E não existe milagre: tem que estudar.

 

No mais, sobre a questão “em que acreditar”, talvez o ideal seja alterar a pergunta para “em quem devemos acreditar”, e aí a resposta fica bem fácil: acredite em si mesmo.

Boa semana e bons estudos!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Sacrifícios e escolhas: o caminho para o sucesso não é fácil

caminho sucesso

Dias atrás fui abordada por uma pessoa que me levantou a seguinte questão: como você consegue trabalhar o dia inteiro, trabalhar mais à noite, e ainda assim cuidar da sua filha sozinha? Essa pergunta, na verdade, já me foi colocada de várias formas e em vários contextos. E a resposta é sempre uma só: escolhas.

 

Mas antes de falar das escolhas, algumas dicas de organização não apenas de estudo, mas de vida mesmo.

 

A primeira coisa a ser levada em consideração: cada dia tem apenas 24horas, e dessas 24, você vai precisar de pelo menos 6 para descansar. Então, trabalhamos, a princípio, com o dia de 18 horas. Sim, parece óbvio e até mesmo falar sobre isso. Mas a realidade é que muitas vezes queremos “enfiar” dentro do dia muito mais tarefas do que ele comporta.

 

E, de novo: não estou falando apenas de estudo. Observe a minha situação: suponha-se que eu tenha planejado para o dia as seguintes tarefas: levar minha filha para a escola, trabalhar 8h, buscar a pequena na escola, fazer com ela a tarefa de casa, preparar janta, trabalhar mais 4h em jobs freelancer, fazer as unhas, passar a roupa e ainda assistir 3 episódios da minha série favorita, eu definitivamente não vou conseguir. Não dentro das citadas 18 horas. Por mais que eu queira, por mais que eu me esforce, é impossível, em função da única coisa que o ser humano ainda não conseguiu burlar: o tempo.

 

Então, regule sua meta ao que você pode fazer. Isso vai impedir que você se frustre diariamente por não conseguir alcançar aquilo que planejou, sem se dar conta de que na verdade o seu plano era impossível.

 

Segunda coisa: a semana tem 7 dias. Sim. Também parece óbvio. Mas essa informação te dá uma certa elasticidade para adequar o que precisa ser feito num período de tempo maior do que aquelas 18 horas iniciais. Ainda no meu caso, algumas coisas não posso adiar, mas posso, por exemplo, assistir um episódio da minha série a cada dois dias, fazer as unhas hoje, passar a roupa amanhã, e trabalhar em “freelas” apenas 2h por dia. Talvez assim dê tudo certo ao final de 7 dias.

 

Ah, agora você vai falar que o mês tem 30 dias, né?

Não… Infelizmente, 30 dias é muito. Se você deixar de estudar hoje, e acumular esse tempo para daqui a 29 dias, é bem provável que no final do mês, seus planos estejam todos furados. Se eu deixar para passar a roupa só no final do mês, certamente antes disso já não terei mais nada decente para vestir. A agenda semanal é bem mais adequada.

 

No mais, tirada essa parte inicial, é preciso levar em consideração que tudo na vida é uma questão de escolhas. E que cada escolha tem a sua própria consequência.

 

Você pode optar, hoje, por dormir a tarde inteira, mas amanhã terá que colocar em dia o que atrasou hoje. Não há vitórias sem sacrifícios. Não há escolhas sem renúncias. Você realmente vai precisar abrir mão de algumas coisas para conseguir chegar no seu objetivo, independentemente de qual seja ele.

 

Que tal começar? E sugiro que comece anotando num papel qual é o seu objetivo, quanto tempo você tem para alcança-lo, e dividir tudo nas suas metas semanais. Cole esse plano no teto em cima da sua cama ou na parede do banheiro, de modo que você olhe para ele todos os dias. Assim, a cada escolha que você fizer, você vai lembrar qual é a consequência dela.

 

É fácil? Não. Se fosse, todo mundo já estaria exatamente onde sonha estar. Mas, se o sucesso fosse fácil, que graça teria?

;)

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Força aí!

Dicas de português que todo concurseiro deve saber – Parte 2

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Dias atrás, postamos aqui algumas dicas de português. Que tal continuarmos com as dicas para esquentar essa semana gelada?

 

1) Como usar o Hífen:

O uso do hífen foi um dos pontos que teve mais alterações na Reforma Ortográfica. Três regras gerais podem ajudar na compreensão.

- se a segunda palavra começa com H, há hífen.

Ex.: pré-história, anti-higiênico, super-homem.

- letras iguais são separadas por hífen.

Ex.: anti-inflamatório, micro-ondas, sub-bibliotecário.

- se o prefixo terminar em consoante e a palavra seguinte começar em R, há hífen.

Ex.: sub-reino, ab-rogado, super-realista

 

2) MENAS, SEJE e CONCERTEZA não existem.

 

3) “Há pouco” indica passado.

Ex.: Há poucos dias, estive na Itália.

“A pouco” indica distância ou futuro. Ex.: Estamos a poucos dias do inverno.

 

4) Bem, Mal, Bom e Mau

O contrário de MAL é BEM. O contrário de MAU é BOM.

 

5) “Acerca de”, “A cerca de” e “Há cerca de”

ACERCA DE = a respeito, sobre.

Ex.: Estou falando acerca de regras de português.

A CERCA DE = perto de, próximo de. Ex.: As vítimas foram encontradas a cerca de 50 metros do local do acidente.

HÁ CERCA DE = faz aproximadamente, desde aproximadamente. Ex.: Não saio de casa há cerca de 2 semanas

 

6) Comprimento = medida de extensão. Cumprimento = saudação.

 

7) “Afim” ou “A fim”

AFIM = adjetivo que indica semelhança ou afinidade. Ex.: Eles têm ideias afins.

A FIM = indica finalidade e aparece na expressão “a fim de “. Ex.: Hoje estou a fim de me exercitar.

8) SENÃO = caso contrário. Ex.: Vou sair de casa agora, senão me atrasarei para o encontro.

SE NÃO = caso não (condição). Ex.: Se não chover, conseguirei chegar a tempo do encontro.

 

9) Correto: A gente foi ao show.

Errado: A gente foi no show.

 

10) Correto: Tudo certo entre mim e você.

Errado: Tudo certo entre eu e você.

 

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Os concursos continuam. E agora qual é a sua desculpa?

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Tempos atrás, estávamos aqui noticiando a suspensão dos concursos públicos no âmbito federal, por conta de uma lei editada no governo da Presidente afastada Dilma Rousseff.

 

Já na época da edição da citada lei, afirmamos que os concursos continuariam acontecendo, TODOS eles, em um ritmo um pouco menor, até que a economia volte a dar sinais de recuperação. De fato, foi o que aconteceu.

 

Contudo, mais recentemente, oura lei alterou novamente o panorama.

 

A Lei 13.291/2016 foi, em verdade, uma ótima notícia para os concurseiros. Ela altera a lei orçamentária (Lei 13.242, art. 99, §14º) para incluir diversos cargos em futuros concursos e que estavam excluídos pela gestão anterior.

 

Tá. E aí?

E aí que se você se deixou abater pela notícia de que não teríamos concursos por conta de uma restrição legislativa, essa desculpa já não cola mais. E, portanto, é hora de retomar, com força total, os estudos.

Temos previstos concursos para PRF, DNIT, PF, Receita Federal, diversas agências (ABIN, ANTT, etc.), Banco do Brasil, CEF, DPU, Auditor-fiscal do Trabalho, TRE´s e TRFs em todo o país, etc. Todos estes órgãos já estão com pedidos de autorização do certame em andamento.

 

Qual é a sua desculpa agora?

Bom, permito-me compartilhar um textinho aqui, que eu escrevi pra mim mesma, e lia sempre que me sentia desanimada na época em que estava estudando.

Olhe para trás: quanto passos você deu até chegar aqui?

Concordo: a prova é injusta. Mas onde foi que você leu que a vida sempre seria justa? Não é. E é um saco, mas você vai ter que se submeter a essa e mais várias injustiças.

Marque o x. Como se todo o meu conhecimento se resumisse a um x. E coloque na sua cabeça que você fez o que tinha que fazer. Que você deu o seu melhor, e que não existe ninguém no mundo melhor do que você. O seu maior inimigo é você mesmo. Enquanto você não enfiar na sua cabeça que você consegue, que você pode, infelizmente nada no mundo vai poder te ajudar.

É só mais um degrau. Só mais um dia. E é um dia lindo. Não deixe ele escapar.

Lembre-se disso.

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Responda: “Você está estudando da forma correta?” Confira essas dicas para não errar nos estudos

estudar certo

E então alguém te faz essa pergunta, e você já logo responde com outra pergunta: além de ter que estudar, ainda tenho que estudar da forma correta? Calma! Não estou querendo te pressionar mais… Deixo isso para os editais.

=)

Não existe, de fato, uma forma absolutamente correta de estudar. Mas existem formas erradas. E, mais que isso, existem atitudes erradas na hora de estudar. É delas que vamos falar.

 

Erro # 1: Não ler o edital.

Ok, ok… eu sei que é chato, que é gigante e que tem letrinhas muito pequenas. Mas realmente não dá pra não ler. Façamos assim: esses três pontos você vai ter que ler logo de cara. Depois, deixa o edital aí, bem perto, pra tirar todas as dúvidas que foram surgindo, ok?

a) datas (de inscrição, de prova, de tudo!!!);

b) itens obrigatórios na hora da prova;

c) conteúdo programático (imprima essa parte separada, para que possa ir anotando/riscando o que já estudou).

 

Erro # 2: Não se atentar para a banca examinadora

Cada banca tem um estilo próprio de fazer provas (exemplo: Cespe cobra jurisprudência; FGV cobra letra da lei). Você precisa estar atento a estes detalhes para direcionar melhor o seu estudo.

 

Erro # 3: Não se planejar

Planejamento é tudo, meu caro, e estudar pra concurso requer muita disciplina e dedicação. Uma dica que eu dou é a seguinte: antes de sair o edital, faça um plano de estudos que diversifique as disciplinas, estudando sempre um pouco de cada uma. Quando sair o edital, faça seu cronograma para revisar tudo aquilo que vai ser cobrado, sem deixar passar nenhum ponto! E lembre-se: o planejamento é importante porque se você se matar de estudar em um dia, vai precisar de 3 dias para se recuperar. Melhor, então, que você estude, regularmente, durante todos os dias, num ritmo constante e ideal.

 

Erro #4: Começar a estudar depois do edital

Nem preciso falar muito sobre este, né? Já viu o tamanho dos conteúdos programáticos dos editais? Acha mesmo que vai dar conta de tudo no tempo entre a publicação e a prova?

 

Erro #5: Não treinar

“Não vou fazer exercícios para focar apenas na doutrina”. Erro feio, meu amigo. As questões de prova se repetem, e, portanto, estudar por meio de exercícios já te dá uma grande vantagem. Além do mais, é importante que você pegue provas anteriores e faça, nas mesmas condições de tempo que uma prova real. Explico: tire um domingo de manhã para fazer uma prova inteira, como se estivesse no dia da prova. Isso vai te ajudar a perceber quais disciplinas te tomam mais tempo, se você sente fome ou sono durante a prova, e etc. E, a partir das suas percepções, você pode ir mais preparado no dia da prova.

 

Erro #6: Não descansar.

Já falamos sobre a importância do descanso, né? Lembre-se que você não é um robô!

 

 

Ok. Seis erros. Já é o suficiente pra começar!

Boa semana e bons estudos!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.