Vamos mostrar como os exercícios físicos vão te ajudar nos estudos

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Sabemos que exercícios físicos trazem inúmeros benefícios ao corpo. E nem precisamos ler diversos estudos para evidenciar este fato: basta começarmos uma rotina de exercícios e em pouco tempo sentiremos as melhoras.

 

É obvio que definição muscular, perda de peso ou até mesmo bem-estar não aparecem de um dia pro outro, mas isso não significa, contudo, que seu corpo não esteja se beneficiando muito rápido da atividade física. Em apenas uma sessão de exercícios, você diminui significativamente o stress (o stress é o seu corpo se preparando para o combate e o exercício físico acaba dando vazão a esse impulso); seu corpo produz endorfina, substancias químicas que melhoram a memória, o bom humor, a disposição física e mental; seu cérebro recebe um fluxo maior de sangue, impulsionando seus neurônios.

 

Isso tudo ocorre somente durante a prática do exercício.

Ao longo do tempo, e com disciplina e persistência, exercitar-se ainda traz mais uma série de benefícios: fortalece, não apenas os músculos, mas também o coração (porque ele vai precisar bombear mais sangue para o corpo todo), os pulmões (para que a quantidade de ar inspirada seja maior), os ossos (evitando problemas como osteoporose), melhora o funcionamento dos rins por conta do aumento na circulação, melhora a qualidade do sono e estabiliza a pressão arterial (porque estimula a vasodilatação e a resistência para a circulação do sangue).

 

Sabemos então que os benefícios são muitos. Então pra que serve este post?

E a pergunta faz sentido: tirando o fato de que o cérebro recebe uma quantidade maior de sangue durante a prática dos exercício, e isso impulsiona a atividade dos neurônio, como é que a prática de exercícios vai me ajudar se eu estou estudando pra concurso, e não querendo ser maratonista ou fisiculturista?

A boa notícia é justamente essa: exercícios físicos são a chave para as funções cerebrais. Pesquisas mostraram que o exercício físico tem um impacto mais perceptível em retardar o declínio cognitivo do que, por exemplo, o jogo de xadrez.

 

Além disso, atividades aeróbicas fortalecem as conexões neuronais e estimulam as células-tronco recém-nascidas a se dividir e se transformar em neurônios funcionais no hipocampo. Em outras palavras, um cérebro ativado pelos exercícios favorece a formação de novos neurônios.

 

Mas atente-se! Segundo o professor da Universidade de São Paulo à frente do Laboratório de Neurociência e Comportamento, Gilberto Fernando Xavier, o sistema nervoso leva cerca de 12 semanas para produzir alterações detectáveis de melhor desempenho, e isso apenas após uma prática de exercícios regulares (5 ou 7 dias na semana).

 

O que está esperando para começar?

Você sabe como foi a evolução do Ensino a Distância (EaD)?

evolução ensino a distancia

Na época em que eu fazia faculdade, eu ainda morava com meus pais. Eles moravam em uma cidade, e a faculdade que eu fazia ficava em outra. Eram aproximadamente 120km para ir e mais 120km para voltar, todas as noites. No último semestre, eu quis conciliar a faculdade com um curso para OAB. Mas não havia cursos na cidade onde eu morava, somente na cidade onde eu estudava.

 

Eu precisei sair do escritório em que estagiava e me mudar de cidade. Por 6 meses, fiz o cursinho presencial de manhã e a faculdade a noite. Esta era a única opção. E nem faz tanto tempo assim (eu me formei em 2002).

 

Os primeiros registros de experiências EaD são do ano de 1.728: um professor norte-americano resolveu publicar num jornal local anúncios de um curso de taquigrafia (que uma técnica para escrever à mão de forma rápida, usando códigos e abreviações) para aluno de todo o país. Ele enviaria, semanalmente, o material pelo correio.

Mais de um século depois, uma universidade na Suécia ofereceu um curso de composição, a Inglaterra ofereceu um outro curso de taquigrafia e na Alemanha surgiu o primeiro curso de idiomas, todos eles por correspondência.

A partir de 1.910, materiais adicionais passaram a ser usados nesses cursos. Slides e audiovisuais passaram a ser um atrativo. Em 1.940, já de utilizava o rádio para transmitir conteúdos e em 1.950, a tv passou a ser utilizada com a mesma função. Em 1.990, passamos a usar os computadores: primeiros via CD-ROM e depois, finalmente, pela internet.

No Brasil, o EaD surgiu por volta de 1.900, com foco em cursos profissionalizantes. É possível que alguns de vocês se lembrem do famoso “Instituto Universal Brasileiro” (que enviava materiais de uma infinidade de temas pelo correio, oferecendo seus cursos) e dos “Telecursos” (que passavam nas primeiras horas da manhã na televisão). Em meados de 1.990, passamos a usar internet para oferecer tais cursos.

 

A evolução do EaD acompanhou a evolução da própria história da educação, e, como não podia deixar de ser, da tecnologia. Deixamos de dar ênfase aos cursos profissionalizantes, e passamos a consolidar o ensino como um todo. Atualmente, no Brasil, temos uma infinidade de cursos preparatórios em praticamente todas as áreas, além de uma legislação que garante a validade de diplomas universitários e de pós graduação nesta modalidade.

Há uma previsão de que, em 2017, o Brasil deve chegar perto dos 2 milhões de estudantes que optaram pelo ensino à distância. E as justificativas são inúmeras: flexibilidade de horário, ticket médio (que corresponderia ao valor da mensalidade) reduzido, metodologia inovadora, autonomia do aluno, acesso ao AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem – em qualquer tempo e lugar, etc.

 

O que se vê é que, hoje, o que eu tive que fazer no final da minha faculdade – mudar de cidade para fazer um cursinho para a OAB – parece uma realidade distante demais. Mas nem faz tanto tempo assim!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Escolhas: Como saber que está seguindo o caminho certo?

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Na semana passada, escrevi aqui sobre (não) desistir.

Alguns dias depois, um amigo bem próximo me fez uma pergunta que me fez pensar: “mas para conseguir escrever o seu livro, você desistiu de muitas coisas; como escolher do que abrir mão?”

É um fato: não há escolhas sem renúncias. E ainda que isto cause angústia aos inseguros e indecisos, não posso (nem ninguém pode) garantir que a escolha (qualquer que seja ela) está certa. É preciso correr o risco.

 

Então como escolher?

Como em quase tudo na vida, não há uma fórmula. Não há um aplicativo onde você insere os dados e ele te dá o caminho, a resposta, a saída. Você vai mesmo precisar abrir a porta e está sujeito a não gostar do que há lá dentro. Pode ser que ainda haja tempo para voltar e abrir outra porta, pode ser que não.

A opção pela vida de funcionário público concursado pode ser um objetivo, uma alternativa, uma saída, uma fuga. Pode ser o que for. Independentemente da razão que te leva à essa escolha, é preciso, de antemão, saber que ela implica em diversas renúncias. Diversas desistências.

E me refiro apenas às horas que precisam ser dedicadas exclusivamente aos estudos.

 

Suponha que você seja recém-formado. Está, teoricamente, na casa dos seus vinte e poucos anos. Época em que poderia estar viajando sem rumo com uma mochila nas costas, ou conhecendo diversos bares e restaurante.

Suponha que você já se formou e tem uma carreira iniciante na área (ou mesmo em outra). Está, teoricamente, na época de chegar em casa depois de um dia exausto e sentar no sofá apenas para ver TV tomando uma cerveja gelada, ou de ir aos happy hours da firma nas sextas-feiras, ou viajar nos finais de semana.

Suponhas que você já tenha uma carreira sólida, mas está infeliz profissional ou financeiramente e decidiu mudar sua vida. Está, teoricamente, na época de cuidar da sua casa, da sua família, programar a vida dos filhos ou a compra da sua casa própria.

 

Qualquer que seja a época da vida, a decisão de estudar implica na decisão de não fazer diversas outras coisas. Diversas. Porque se você não abrir mão, vai acabar “perdendo” bem mais tempo. É fácil (e por vezes cômodo) nos enganarmos. Podemos dizer que estamos estudando, mas passar horas olhando para livros e aulas sem absorver nenhum conteúdo. Podemos nos matricular num curso, mas assistir uma aula por semana e tentar justificar os outros dias. Podemos ficar estar cansados, ocupados, ou desconcentrados. Podemos fazer tudo isso, e ainda afirmar: “sim, estou estudando para concurso”. Mas no fundo saberemos que não estamos. E seguiremos nos enganando. E perdendo tempo.

 

As escolhas não são fáceis. Eu não consegui chegar a uma resposta para a pergunta do meu amigo. Mas o que eu sei é que ainda que você abra uma porta e não goste do que encontra lá dentro, abrir a porta errada é melhor do que não abrir nenhuma porta.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Pensando em desistir? Lembre-se de seus sonhos

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Quantas vezes você já questionou seus sonhos? Quantas vezes vocês já se questionou sobre seus sonhos? E quantas vezes você deixou de sonhar, porque em meio a estes questionamentos, chegou a respostas que não eram satisfatórias?


E você sabe o que aconteceu quando você mudou seu caminho e se desviou dos seus sonhos?

Não… Ninguém sabe. Nem saberá.

 

Eu me lembro de quantos sonhos deixei de sonhar. Eu me lembro que cansei, que achei difícil, que cheguei à conclusão de que era demais para mim, que tinha outras coisas mais importantes para fazer. Eu me lembro de tudo isso, e eu me lembro que tudo fez muito sentido: as justificativas para a desistência são muitas e são válidas. E isso não é ironia: elas são válidas mesmo.

 

Sempre vai haver muitas pessoas e muitos textos te dizendo para não desistir.

Então eu queria fazer diferente. Queria contar uma história:

“A menina que sabia escrever.

Desde sempre, brincou com as palavras, e sonhou, bem no fundinho do seu coração, que suas palavras um dia pudessem ganhar o mundo. Sonhou um sonho escondido, que nunca deixou de ser um sonho, mas que muitas vezes encolheu-se para dar espaço para as obrigações da vida que por ela passava.

Cresceu. Formou-se. Tornou-se filha, mãe, mulher. 

Brigou com o mundo. Desentendeu-se com o que era para ser considerado o caminho certo. Andou por trilhas tortas. Teve seu coração partido uma, duas, inúmeras vezes. 

Mas a menina sabia escrever. 

E escreveu. E ainda tem muitas outras tantas coisas para escrever. E o fará. Porque o lápis e o papel continuam sendo seus melhores amigos. Porque a entendem como ninguém. Porque as suas dores ficam menores quando colocadas na forma escrita. E porque ela entendeu que é exatamente isto que ela veio fazer aqui.

A menina continua uma menina. É uma criança, que recomeça aos trinta e poucos anos. Um tudo novo com o qual ela ainda não sabe lidar, e que traz a ela sensações ainda não experimentadas misturadas com outras tantas que ela já conhece tão bem.

Uma história. Uma nova história. A mesma história, agora escrita. Reescrita. Impressa. Acreditada. E um mundo inteiro escondido. Querendo se mostrar, porque encontrou agora a porta de saída (ou de entrada).

A menina mescla o tudo com o nada. E no meio do que ainda não sabe o que é, apenas tem uma certeza: continuará.” 

Essa história foi escrita em fevereiro de 2013, quando a menina, que sempre quis ter um livro publicado, conseguiu. Porque não desistiu. E não pense que foi fácil: ela ouvir um monte de gente dizendo não, ela brigou com todo mundo que insistia que aquilo não era para ela, ela negligenciou algumas coisas e abriu mão de outras. E ainda que o livro dela não tenha sido um best seller mundial (até porque não era mesmo este o objetivo), ela conseguiu.

A menina sou eu. E, até hoje, cada vez que que eu vejo meu livro na prateleira de uma livraria, eu entendo que valeu a pena.

Então, se está pensando em desistir, eu entendo. Mas só queria lembrar que o sentimento de “eu consegui” é incrível.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

 

Como funciona a análise de títulos em concursos públicos?

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A análise de títulos, etapa que aparecia antigamente apenas em concursos considerados “mais difíceis”, como os da Magistratura ou do Ministério Público, atualmente é uma fase bastante comum nos certames.

 

Mas como funciona esta fase?

Primeiramente, vale lembrar que a legislação brasileira permite a realização de concursos públicos constituídos por provas ou provas e títulos, mas não é permitido o concurso só com análise de títulos. E isto ocorre justamente para que se evite a nomeação pelo chamado “apadrinhamento”.

 

A formação acadêmica dos candidatos não tem caráter eliminatório, de modo que não há “reprovação” nesta fase. A chamada “prova de títulos” não é bem uma prova. Trata-se de uma seleção pela qual somente passarão aqueles que já tiverem sido aprovados na(s) etapa(s) anterior(es), e que influencia na classificação: o candidato que não apresentar nenhum título não é eliminado, mas o candidato que apresentar terá pontos somados à sua nota.

 

Assim, suponha que você e um outro candidato foram aprovados com notas idênticas nas fases objetivas e discursivas de um determinado concurso. Nesta situação, aquele que tiver mais pontos na fase dos títulos terá uma classificação maior. Um exemplo prático é que a classificação mais alta permite que o candidato escolha, primeiro, o local onde pretende trabalhar.

 

Atualmente, contam como “títulos” o diploma de conclusão de curso de MBA, pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, publicação de livros ou artigos, trabalhos científicos, cursos de especialização, premiações, vinculação a entidades científicas, etc., mas é muito importante verificar, no edital, como deve ser feita a comprovação do título e a forma e prazo para envio (que normalmente é de alguns dias após a divulgação do resultado da etapa imediatamente anterior).

 

O critério para a avaliação e pontuação de cada um dos títulos apresentados deve estar bem definido e claramente apresentado no edital, e tanto o legislador quanto o gestor público devem valer-se do princípio da proporcionalidade nestas definições, de modo que sejam reconhecidas e valorizadas as formações e experiências relevantes para a Administração Pública.

 

Mas então como se preparar para esta fase do concurso?

Trata-se, na verdade, de uma preparação de longo prazo, que leva em conta toda a base acadêmica e educacional do candidato. Não há um cursinho que prepare para esta etapa, mas, de fato, é uma preocupação que o candidato deve ter se pretende ser aprovado nas primeiras posições.

 

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Dicas para concurseiros: A automotivação como geradora da disciplina

dicas-concurseiros“A Motivação é Parte de Seu Processo de Aprovação”, pois quando estamos diante de um candidato automotivado, ele em si é a própria inspiração para a sua continuidade e condução dos passos que segue, pois entende que a cada momento é uma descoberta e oportunidade para o seu conhecimento ser ampliado.

 

Certamente que os candidatos são profissionais que optam por um caminho menos cômodo e extremamente desafiador. São pessoas que se gratificam pela conquista de uma posição que será adquirida por meio dos seus méritos. Desafiando seus limites, buscando um melhor desempenho e reunindo condições favoráveis à sua aprovação – o coroamento de todo o seu empenho.

 

São movidos por ideias e precisam adequar suas expectativas, antes idealizadas em patamares de um desempenho real. E, com isso vão definindo um caminho direcionado para a disciplina, pois compreendem o sentido da continuidade do processo, da complementação que cada atitude vai tendo, pois percebe o todo, deixando de ter aquela visão impulsiva, ansiosa ou destrutiva de si e do seu trajeto.

 

Nada pior para a quebra da disciplina que a forma de pensar que coloca tudo abaixo, que esmorece e faz com que o candidato perca o que é extremamente importante e vital para si: a persistência, a consistência, a continuidade, a atenção dirigida e concentrada, e a determinação.

 

O caminho que chamo de ROTA PROMISSORA DE SUCESSO é permeado por experiências e vivências que vão proporcionar muito conhecimento a respeito de si. E a disciplina é a atitude concreta representada como ação diante de toda a evolução que passa quando se propõe a um plano de colocação profissional. Chegar à dimensão da disciplina é tornar o seu caminho em sintonia com o que pretende se tornar: servidor público de excelência, e que, se não for para adotar a qualidade como padrão de conduta profissional, deixaria de valer a pena aplicar tanto investimento pessoal, financeiro e intelectual como é o plano de colocação profissional onde você mesmo é o grande agente da sua aprovação na modelagem pessoal e profissional que vai ocorrendo e determinando um código de conduta tal, que você se encaixa numa cadeia de ações que reforçam a próxima e então fica criado o movimento cujo patamar é associado com a excelência – que é como todos os servidores precisam ser. Disciplinados como pessoas no seu caráter, como na conduta profissional. Ambas dão suporte uma a outra e irão caminhar juntas na sua jornada futura.

 

 

 

No dia 16 de agosto, às 20 horas, será realizado o chat “Concurseiro no Divã” com Luiza Ricotta, que será destinado apenas aos alunos do IOB Concursos.

 

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Luiza de Azevedo Ricotta é psicóloga, consultora, preparadora emocional de candidatos à carreira pública no desenvolvimento de seu talento, habilidades e competências direcionadas para a aprovação e pós-ingresso. Autora de diversos livros, com conteúdos originais no segmento psicologia e concursos, como “Concurso Público: como enfrentar esse desafio! a preparação emocional em concursos” e “Vida em Ritmo de Concursos”: vivências e emoções para refletir e seguir rumo à aprovação!” .

 

E-mail: luizaricotta@hotmail.com

Facebook: Luiza Ricotta Consultoria em Performance

 

 

É possível estudar para concursos e fazer uma pós-graduação ao mesmo tempo?

concursos publicos e pós--graduação

Tempos atrás, já falamos aqui da importância e das vantagens que uma pós graduação tem na vida dos concurseiros.
A pergunta que fica agora é: o que priorizar? A pós ou o concurso? Esta é uma pergunta bastante frequente para os recém-formados. E a resposta que logo vem à mente é: os dois!

 

Bom… vamos com calma.

Primeiramente, é preciso levar em consideração o tempo disponível que se tem. Se você (como a maioria das pessoas) trabalha, não recomendamos ingressar na dupla jornada de pós e concurso. Isto porque tanto a pós-graduação quanto o estudo para concursos exigem muita dedicação, sob pena de não levarem aos resultados pretendidos. Assim, suponha que você trabalha das 8:00 às 18:00, de segunda a sexta; se dedica aos estudos para concurso nestes mesmos dias das 19:30 às 23:00 e aos sábados faz aulas da pós das 8:00 às 17:00. Não precisa muita reflexão para perceber que alguma dessas três atividades estará sendo negligenciada.

Mas veja: não estamos dizendo que é impossível conciliar tudo. Mas preciso estar atento com relação à distinção de focos, pois a pós tem foco mais aprofundado, específico em uma área, com linhas de raciocínio distintas daquelas utilizadas para o estudo preparatório para concursos. Desta forma, é possível que a sua aprovação – tanto no concurso quanto no próprio curso de pós – talvez demore mais do que se você se dedicasse de verdade a cada um deles separadamente.

Se, por outro lado, você pode se dedicar somente aos estudos, então as duas opções, em conjunto, são possíveis e até mesmo recomendadas! Até porque a pós graduação acabou por se tornar um diferencial tanto na carreira privada quanto na pública, pois contribui diretamente na pontuação em provas de concursos públicos para vagas com exigência de nível médio e superior, com a avaliação de títulos.

Levados em consideração os pontos acima, veja em que cenário você se enquadra, planeje seu futuro e não deixe para amanhã. Lembre-se que não há um prazo para você iniciar os estudos, mas quanto antes começar, antes chegará ao seu objetivo final.

 

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Pós-graduação: fazer ou não fazer? Tire suas dúvidas agora

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Quem nunca inventou uma dor de cabeça ou de barriga para não ir à escola quando criança? Quando me lembro disso, sempre me lembro também dos meus pais me explicando que desde pequena eu devia ir à escola, e estudar, para chegar a uma faculdade e depois, então, conseguir um bom emprego.

 

É quase o mesmo discurso que eu uso hoje com minha filha: você pode ser o que você quiser, mas precisa estudar muito, para ser a melhor no que quiser ser. Mas não enfatizo mais o lance de “fazer uma boa faculdade”. E não é porque isso não é importante mais. Pelo contrário: fazer uma faculdade, hoje em dia, não é mais suficiente. Os bons empregos, hoje em dia, dão preferência a quem tem um plus além do diploma da faculdade. E é aí que entra a pós-graduação.

 

Sim. O mercado de trabalho está cada dia mais competitivo, em todas as áreas. E o investimento em estudo é importantíssimo, ao lado de domínio de outros idiomas, competências comportamentais, bom networking, etc.

 

Certo. Mas como escolher um curso de pós-graduação?

Primeiro, é importante saber que uma pós-graduação pode seguir dois caminhos: a especialização lato senso, que aperfeiçoa os aspectos de uma área específica, ou o MBA (Master Business Administration), que é mais voltado à área de gestão empresarial e negócios.

Em ambos os casos, o profissional que finaliza o curso se torna um especialista, pois os conhecimentos adquiridos na graduação serão muito aprofundados, enfatizando os aspectos práticos. Aprende-se a aplicar o conteúdo teórico da graduação e a ter uma visão mais próxima do cotidiano da área.

 

Em geral, os cursos de pós duram de 12 a 24 meses, e um requisito essencial é ter conhecimento de inglês, ao menos em nível básico. E não existe um timing específico para realizar a pós-graduação. Isto porque estamos na Era do Conhecimento. Não é mais possível ficar parado no tempo, em relação as estudos. A atualização constante é um requisito essencial tanto para a aquisição de uma boa posição profissional quanto para a manutenção da empregabilidade. Então, pode-se afirmar que o momento certo para fazer a pós é agora, independentemente de em que momento da sua vida você está.

 

Outro ponto importante e que pode ser considerado um bom motivo para fazer uma pós é que o curso efetivamente fará aumentar a sua rede de contatos. Em geral, alunos de pós-graduação jã estão ou já passaram no mercado de trabalho, e, portanto, conhecem pessoas e empresas. Abrir portas é sempre importante, e este é um ótimo caminho!

 

Por último, mas não menos importante: antes de iniciar o curso, informe-se sobre a instituição escolhida, a programação do curso, a existência ou não de avaliação para ingresso e o corpo docente.

 

Clique aqui e veja quais são os cursos de pós-graduação ideal para você.

E, no mais, bons estudos!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Positividade: hoje tem que ser melhor que ontem

positividade

Estive prestando atenção nas minhas conversas cotidianas com as pessoas que me rodeiam, e a impressão que eu tive foi: tá todo mundo mal. Em diversos aspectos, em diversas intensidades, em diversos pontos de vista, mas em 100% das conversas, houve, em algum momento, a hora da lamentação.

 

De fato, os tempos não estão dos mais fáceis. E não estou aqui dizendo que drama e/ou mimimi generalizado. Até porque, não sou a pessoa mais indicada para julgar os dramas alheios… Melhor não entrar em detalhes sobre isso, mas digamos que eu já fui conhecida como a drama queen da minha turma.

 

Enfim. O fato é que depois de perceber tudo isso, acho que a falta de positividade tem colaborado para que as coisas, no geral, fiquem ainda menos fáceis. É como estar em um buraco, e somente olhar para baixo: a imagem realmente não é animadora, e, embora não se veja, naquele momento, outra opção senão continuar a cavar, o desânimo da falta de perspectiva faz com que o trabalho seja mais sofrido e menos produtivo. E, ao invés de apreciar o sol que vem lá de cima, a gente apenas se concentra em reclamar do calor.

 

E então, queria deixar aqui um desafio.

Eu nunca acreditei em pessoas totalmente positivas o tempo inteiro. E nem é isso que estou propondo. Não existe vida maravilhosa, não existem contos de fadas, não existe sucesso sem trabalho, não existe vitória sem batalha. A vida não é fácil mesmo, e ninguém falou que seria. Ou, se falaram, mentiram (desculpa, mas esta é a hora do choque de realidade).

Mas eu acredito no poder do pensamento. Acredito que se a gente pensar positivo o universo conspira. E para muita gente isso pode parecer besteira. Também não estou aqui para julgar as crenças de cada um.

 

A proposta é bem simples: a cada dia, faça pelo menos uma coisa de maneira melhor do que fez no dia anterior. Sim. O dia de hoje tem que ser melhor que o de ontem. Em qualquer aspecto, por menor que seja. Estude 5 minutos a mais, corra 100m a mais, reclame menos, coma mais verduras, trate bem uma pessoa que te trata mal, beba mais água, sorria para um desconhecido, seja gentil com alguém, qualquer coisa. Uma atitude por dia.

 

Ao longo do tempo, você vai perceber que esta atitude positiva faz um bem enorme à você mesmo, ainda que, aparentemente, a “boa ação” esteja direcionada à outra pessoa. E no começo, você vai querer resistir. Você vai achar que nada mudou. Você vai achar que é idiotice. Mas te peço que continue. Por pelo menos 30 dias.

 

Aos poucos, você vai se descobrir sorrindo, aparentemente sem motivos. Aos poucos, você vai respirar mais aliviado. Aos poucos, você vai se perceber mais disposto.

 

Aos poucos.

Os seus problemas não vão desaparecer como mágica. O que realmente importa é a forma como você vai enxergá-los. E, consequentemente, a forma como você vai encará-los.

E, se está pensando em desistir, recomendo que assista a um filme chamado Gabby Douglas. É um filme um pouco antigo, que conta a história de uma ginasta que tinha o sonho de ir para as Olimpíadas.

 

O caminho não é fácil para ninguém. Mas isso não significa que você deve tornar o seu caminho ainda mais difícil.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Dicas de Análise Sintática para Concursos Públicos – Parte III

dicas de português

Então, conforme prometido, vamos analisar as funções da partícula “se”. E já adianto que este é um dos temas mais chatos do português… E olha que eu realmente amo a língua portuguesa! Então pra eu achar uma coisa chata, ela tem que ser chata mesmo!

A partícula SE pode ter diversas classificações:

 

1) Apassivadora do sujeito

Aqui, o SE liga-se a um verbo transitivo direto e a ideia é que a frase pode ser lida “de trás para frente”. Veja:

Venderam-se casas. (De trás para frente fica: casas foram vendidas).

O verbo só pode ser transitivo direto, e combina com o termo que vem depois dele, justamente porque, ao inverter a ordem da frase, este termo se torna o sujeito.

A frase do exemplo está na voz passiva sintética, e a “de trás pra frente” está na voz passiva analíticas. Mas isso é assunto para outra hora.

 

2) Índice de indeterminação do sujeito

Aqui, o SE liga-se a u verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação. é bem fácil identificar esta classificação: basta substituir o “se” por “alguém” ou “ninguém”, e movê-lo para antes do verbo (mas lembre-se que o verbo não pode ser alterado na substituição). Se a frase fizer sentido, temos a classificação. No exemplo fica bem fácil de entender:

Precisa-se de vendedora com experiência.

Olha que legal a substituição: Alguém precisa de vendedora com experiência. Faz sentido, né? Então pronto: este “se” é um índice de indeterminação do sujeito, e, olha que simples, temos um sujeito indeterminado (lembra que vimos as classificações de sujeito nos posts anteriores?)

Agora veja o exemplo que demos antes, quando o “se” era partícula apassivadora: Vendem-se casas. Se substituirmos, fica “alguém vendem casas”. Não funciona. Porque o verbo não pode ser alterado, lembra? E “alguém” não concorda com “vendem”. Então não dá. O “se” aqui não é índice de indeterminação.

 

3) Pronome

Um pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de alguma forma. Aqui, a palavra SE pode ser:

- pronome reflexivo. Ex.: O garoto se machucou brincando;

- pronome pessoal recíproco ou reflexivo recíproco. Ex.: João e Maria se olharam e se apaixonaram.

- pronome fossilizado ou parte integrante do verbo: verbos pronominais são aqueles que necessariamente trazem para junto de si o pronome oblíquo. Ex.: arrepender-se, submeter-se., etc.

 

4) Conjunção

Conjunção é o vocábulo ou sintagma invariável, us. para ligar uma oração subordinada à sua principal, ou para coordenar períodos ou sintagmas do mesmo tipo ou função. Como conjunção, o SE não possui função sintática, mas tem extrema utilidade no período pois ligará a oração subordinada à oração principal, nas orações adverbiais e nas orações integrantes.

Vamos ver as orações e suas classificações mais para frente, mas pelo exemplo a seguir já dá pra entender um pouquinho: Não tenho certeza se esta é a melhor escolha.

 

E chega por enquanto!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.