Feriados e Estudos: Como aproveitar o feriado sem peso na consciência?

estudar ou descansar

Semana curta, feriado chegando, e aquela vontade de viajar ou de ficar em casa mesmo, sem fazer absolutamente nada já começa a entrar em conflito com a necessidade de estudar. Quem nunca, né?

 

A relação descanso x estudo é sempre complicada mesmo. A gente quer estudar, mas precisa descansar. Quando vai descansar, fica com dor na consciência porque precisa estudar. Mas não consegue estudar, porque está cansado demais. E aí nem estuda e nem descansa.

 

Vamos falar um pouco sobre o descanso.

Primeiro, é importante saber que estudar muitas horas, sem parar, faz seu rendimento e a capacidade de assimilação de conteúdo cair significativamente. Isso porque o cérebro cansa, e o cansaço gera perda de concentração que, consequentemente, reduz a produtividade nos estudos.

 

Dizem por aí que o ideal é que para cada 1 hora de estudo, você reserve 10 minutos de descanso. Eu digo que você deve, antes de mais nada, ouvir seu corpo. Não leve essa regra muito a sério: ouça seus próprios sinais. Se achar que 50 minutos é seu limite, ok; se achar que é 1h20, ok também. Mas tente não ficar mais que duas horas sem parar. E também tente não ultrapassar 15 minutos de descanso.

 

Dizem também que o soninho depois do almoço faz bem para o cérebro, desde que não ultrapasse 20 minutos. Sobre esse soninho, devo te adiantar que, a princípio, acordar depois de 20 minutos vai parecer tortura, e você vai querer não ter dormindo já que tem que levantar em tão pouco tempo. Ignore este pensamento (não vai ser fácil, mas força aí!). Mesmo parecendo pouco, o cochilo de 20 minutos te deixa mais desperto durante o resto do dia, e faz uma grande diferença. Pode acreditar.

 

Não indico virar noites estudando nas semanas que antecedem o concurso (embora esta seja realmente a vontade que nos dá). Sobrecarregar o corpo assim pode levar a mente e o organismo como um todo à exaustão, e isso vai comprometer não somente os eu aprendizado, mas também o seu desempenho na hora de fazer a prova.

 

E por falar em noites, indico que durma bem à noite. Também não acredito em fórmulas fixas, do tipo, durma exatamente 8 horas por noite. Cada pessoa tem o seu mínimo de horas de sono necessárias, mas recomenda-se que seja entre 6 e 9 horas.

Existe, também, uma coisa chamada ciclo do sono. Basicamente, funciona assim: a cada 90 minutos dormidos, temos um “ciclo de sono”. O ideal é que acordemos no fim de um ciclo, pois desta forma teremos mais disposição. Assim, por exemplo, se você dormir as 22h, será mais fácil e mais produtivo acordar as 5:30 (quando finalizou o 5º ciclo), do que as 6:00 (porque estará no meio do 6º ciclo). Tem aplicativos que medem esses ciclos, e eu recomendo. Parece loucura, mas ajuda bastante.

 

Mas espera um pouco… Eu comecei esse texto falando do feriado (temos feriado na quinta e, emendando a sexta, teríamos então quatro dias de folga! Uhul!!). Mas daí escrevi apenas sobre pausas durante o estudo. E aí? Qual é a dica para o feriado?

 

Essa pergunta é você quem vai ter que responder. Como estão seus estudos?

Tudo em dia? Então se permita dois dias inteirinhos de descanso. Você merece!

Está mais ou menos ou tem prova chegando? Que tal diminuir 2 horas no dia? Descanse à noite, saia para jantar ou assista um seriado.

Não tá tão legal quando deveria? Ignore o feriado. E apenas siga em frente.

Existe um outdoor por aí que diz o seguinte:

“Treine enquanto eles dormem, estude enquanto eles se divertem, persista enquanto eles descansam, e, então, viva o que eles sonham.”

 

A frase é real, mas cuidado: não leve tão a sério, ou você corre o risco de se arrepender ou até mesmo adoecer por ter tornado a sua vida uma obsessão doentia.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Pós-prova: Como lidar com a sensação depois da prova e controlar a ansiedade

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E aí, aquela prova para a qual você estava a um tempão estudando, chegou. Você acorda cedo (mesmo sem ter conseguido dormir direito na noite anterior), toma café e passa a manha meio perdido: não adianta mais estudar, porque não dá tempo e estudar em cima da hora só vai fazer você confundir as coisas que já aprendeu; também não dá pra dormir mais um pouco, porque você fica com dor na consciência de estar dormindo e não estar estudando. Por fim, você não estuda, nem dorme.

Almoça mais cedo, porque precisa ir pro local da prova. Não pode comer muito, senão terá sono durante a prova; não pode comer pouco, senão terá fome durante a prova. Compra alguns chocolates, mas a maioria deles acaba voltando com você, por motivos de:

a)    não deu tempo;

b)    ficou com vergonha de abrir o chocolate e fazer barulho e atrapalhar os outros candidatos;

c)    ficou com dor de barriga;

d)    esqueceu.

Aí, acaba a prova.

Você sai da sala meio atordoado. Como se tivesse sido atropelado por um caminhão. O corpo dói. A cabeça também. Você quer ir encher a cara, mas está mentalmente cansado demais.

Mesmo que você vença o cansaço, e mantenha o plano original de tomar o maior porre da sua vida quando acabar a prova, uma hora ou outra você vai chegar em casa, e encarar seu travesseiro. Sim: ele vai estar ali te esperando, com uma infinidade de perguntas, propostas, proposição, questionamentos, afirmações, e etc.

Acho que fui bem. Será que fui bem? Não devia ter mudado a resposta da 32. Será que vai ter gabarito extraoficial? Aff, nem quero ver. Vou ver sim. Será que vai anular a 56? a nota de corte deve ser mais baixa, afinal a prova estava bem difícil. Preciso só conferir aqui no Código se a 48 era aquilo mesmo. Vou ver a correção. Não, não vou. Não vai mudar nada. Se eu tivesse estudado um pouquinho mais, tinha acertado a 12. A 69 era letra da lei. Eu devia ter lido mais uma vez a lei hoje cedo. A 20 tava fácil.  Era só o que me faltava ter errado a 20. Será que marquei certo no gabarito? Amanhã já vou começar a estudar para a próxima fase. Ou para a próxima prova. Não, amanhã vou descansar. Chega: vou ver a correção. Ainda deve estar passando na internet. Aff, já acabou. E agora? Quando sai o gabarito oficial? E a lista? E a lista de espera? Vou ter um infarto. Fato.

 

Vai ser uma noite longa, meu amigo. Mas o dia seguinte vai chegar, de uma forma ou de outra.

Se eu tenho algum conselho? Não… na verdade, não tenho não. Sempre gostei de conferir o gabarito, mas por vezes esperei o resultado oficial. Sempre fiquei tensa no pós-prova e quase nunca tive força para ir para o bar.

 

Mas cada um reage de um jeito.

O importante é que, independentemente da forma como você lida com o pós-prova, não lide com ele por muito tempo. Sinta o que tiver que sentir. Descanse um ou dois dias. E continue caminhando.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Começando bem a semana: Continuar sempre, desistir jamais!

caminhos

Segunda feira, dia internacional da preguiça. Acordei com esse sentimento hoje, mas logo expulsei a vontade de ficar na cama. Lembrei do quanto já passei pra chegar até onde eu cheguei. E lembrei que não quero voltar ao que eu já vivi. Quero apenas olhar para frente. Seguir adiante. E para ir para frente não dá pra ficar olhando para trás.

 

Hoje resolvi deixar aqui um pouquinho da minha caminhada, que ainda não terminou. Na verdade, devo já adiantar uma coisa. Spoiler da vida: a caminhada nunca acaba.

 

A OAB foi meu primeiro desafio.

 

Eu confesso: levei a faculdade nas coxas! Fazia pra passar de ano, e não estourar em faltas. Entreguei minha monografia em junho do último ano, e nos últimos 6 meses, eu estudei tudo aquilo que não estudei durante o curso inteiro. Li, reli, li de novo. Fiz um cursinho, deixei de lado todas as festas e bares e ralei de estudar. Passei no meu primeiro exame: primeira fase com 62 pontos, e segunda fase no dia seguinte ao baile da minha formatura. Fiz a prova ainda maquiada…

 

A lista de aprovados saiu no dia do meu aniversário: o melhor presente que eu ganhei na minha vida foi ver meu pai chorando de orgulho.

 

Depois disso, mudei de cidade e comecei a trabalhar. Já pensava em concursos como Magistratura e MP, que precisavam de tempo de atividade jurídica. Quase completando os 3 anos, fui abençoada com a dádiva da maternidade. No primeiro ano, dedicação integral à minha pequena. Zero estudos, zero trabalho. Profissão mãe.

 

Depois, resolvi voltar a estudar. Retomei meus cursos, mas com a minha filha ainda bem pequena, e eu dividia meu tempo de uma maneira bem irregular: 70% do dia sendo mãe, os outros 30% estudando. Não me rendeu nada.

 

 

Continuei estudando em casa. Fiz algumas provas nesse tempo, mas não chegava nem perto. Desanimei. Voltei a trabalhar. Seis meses num escritório de advocacia de massa. Ganhava pouco e trabalhava muito.

 

 

Com o apoio infinito do meu pai, saí do escritório e retomei os estudos. Firme. Dessa vez, estudando de verdade. Pequena na escolinha em tempo integral. O primeiro concurso que eu me senti verdadeiramente preparada pra prestar, foi um para Defensoria Pública de SP. A prova tinha 88 questões, e eu acertei 69. Passei da nota de corte, mas não fiz o mínimo exigido em Direitos Humanos.

 

Chorei um dia, descansei uma semana, e virei a página. Em março do ano seguinte, fiz a prova do TJ/SP. Fiquei por pouco também… algum tempo depois, MP/PR. Fiquei por 1 ponto.

 

Por conta de adversidades da vida, acabei deixando de lado os estudos. Recebi uma proposta para trabalhar ao lado de um grande jurista, escrevi meus livros, conheci inúmeros dos professores que eu via apenas pelo computador, e depois recebi a proposta para vir para cá. E aqui estou.

 

Meus caminhos mudaram, mas as dificuldades não sumiram. E nem tudo são flores, nem sempre deu tudo certo, nem todas as coisas se ajeitaram da forma como eu queria. Ainda não cheguei no meu destino, mas se eu tivesse desistido antes, não teria chegado onde eu cheguei. E uma coisa eu sei: eu estou fazendo o meu melhor.

 

Lembrei de toda essa jornada hoje cedo, quando me deu vontade de continuar dormindo ao invés de vir trabalhar. E quando olhe pra minha pequena pensei no futuro que ela vai ter. Ela é o meu maior motivo. Qual é o seu?

 

Todo mundo tem motivos e “desmotivos”. Esqueça os desmotivos. Risque da lista, porque se você se prender neles, você realmente não vai levantar da cama às segundas de manhã. A batalha não é fácil, e certamente vai ter muita decepção no meio da luta. Mas a recompensa virá. Basta não desistir.

 

Boa sorte, bons estudos, e força aí! Lembre-se que que é seu, está guardado.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Você é um reflexo de seus sonhos?

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“Em qualquer ponto do globo, todo o homem normal tem dias para ser triste e dias para ser alegre, assim como a Natureza tem meses para o inverno e meses para o estio, e assim como o Tempo tem horas para a noite e horas para o dia.”

Olavo Bilac

 

Somos tão diferentes, temos sentimentos diferentes, ideias diferentes, perspectivas diferentes. Mas em uma situação somos iguais: queremos ser felizes.

 

Contudo, nos aparece outra pergunta: o que é ser feliz? É um conceito muito subjetivo para cada indivíduo.

 

É pela quantidade de pessoas que sonham em ter um salário razoável, estabilidade profissional, tranquilidade para sair 30 dias de férias e paz que o mundo dos concursos tem crescido cada vez mais.

 

Talvez, a da felicidade de boa parte das pessoas seja passar em um concurso público. Seria uma realização tanto pessoal, quanto profissional. Porém, é necessário abrir mão de muitas outras felicidades instantâneas para se alcançar uma felicidade duradoura. Não é fácil.

 

E você? Você é feito de quê? Quais são os seus sonhos e objetivos? A resposta pode te levar a muitos caminhos: provavelmente a caminhos certos, no que você considera certo.

 

Nós, da equipe do IOB Concursos, já encontramos nossa resposta: estamos aqui para lhe ajudar a alcançar sua felicidade!

 

Paula Morishita

Advogada, formada pela PUC-Campinas. Pós graduada em Direito Tributário. Coordenadora acadêmica do IOB Concursos desde 2011.

Dicas de português que todo concurseiro deve saber

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Dizem por aí que língua portuguesa está entre as 10 mais difíceis do mundo de se aprender. Não sei se essa informação é verdadeira. Mas que temos uma infinidade de regras, isso temos. E mais uma infinidade de exceções às regras.

 

Por isso, separei algumas principais dicas de português para concursos públicos Algumas podem parecer bestas, mas não custa nada reforçar.

  1. Mas/Mais

Essa é uma das dicas bestas. Mas é realmente o fim do mundo ver concurseiro errando isso. Inadmissível.

Mas é uma conjunção adversativa. Pode ser substituída por porém.

Mais é, em geral, adverbio de intensidade. é oposto de menos.

 

  1. Por que/Porque/Por quê/Porquê.

Essa é chata.

Por que é advérbio de causa e é usado em perguntas e quando se puder colocar a palavra “motivo” logo depois.

Porque é conjunção e é usado para ligar duas ideias ou duas orações (a segunda representa uma explicação da primeira).

Por quê é uma expressão, usada no final de uma frase, seja ela pergunta ou não.

Porquê é um substantivo e pode ser substituído pelas palavras causa ou razão.

 

  1. Agente/A gente

Canso de ver a galera confundindo essas.

Agente é uma profissão. Agente secreto, James Bond. Lembra disso.

A gente é uma locução que significa nós.

 

  1. Meio/Meia

Meio pode ser um numeral, que representa a metade. E até aí, tudo bem. Mas pode também ser advérbio, que tem sentido de um pouco. E como advérbio, nunca varia. Meio cansada. Meio chateada. Meio metida. Meio chata.

Meia é o que a gente põe no pé.

 

  1. Nada a ver/Nada haver

Nada a ver é o contrário de tudo a ver.

Nada haver não existe.

 

  1. Aonde/Onde

Aonde é advérbio que indica lugar, mas só será usado quando relacionado a verbo que pede a preposição “a” ou quando indicarem movimento.

Onde também é advérbio de lugar, usado nas demais situações.

 

  1. Eminente/Iminente

Eminente é um adjetivo que significa alto, grande, importante, notável.

Iminente é também adjetivo, mas indica algo que está prestes a acontecer.

 

  1. Dicas de crase

- Nunca se usa crase antes de palavra masculina (a prazo);

- Sempre se usa crase antes de expressões femininas (à noite, à vista);

- Nunca se usa crase antes de verbo (a partir de);

 

  1. Comprimento/Cumprimento

Comprimento relaciona-se a tamanho, extensão.

Cumprimento é o “oi!”

 

  1. Seção/Sessão

Seção é a divisão das repartições públicas ou o ato de repartir.

Sessão é o espaço de tempo de uma reunião, do espetáculo de cinema, da peça de teatro. E olha que dica legal: se exigir que a pessoa se sente para assistir, é com dois S.

 

Bom… acho que com essas dicas já dá para a gente de divertir um pouco!

Bons estudos!

 

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Conciliando o trabalho com os estudos: Dicas para organizar o tempo

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Ainda não inventaram uma fórmula mágica que determina quantas horas por dia é preciso estudar para ser aprovado. Cada pessoa tem um ritmo de aprendizado, cada concurso demanda um nível de conhecimento, cada disciplina requer um tanto de dedicação. São inúmeras variáveis.

Se você tem o dia todo para estudar, maravilha.

 

Mas se, como eu, você precisa encaixar milhares de tarefas dentro do seu dia, 24horas podem parecer insuficientes. Eu costumo dizer que se encontrasse a lâmpada mágica, pediria ao gênio que me desse dias de 30 horas. Ou 40.

Atualmente, não estou estudando para concursos, mas sou mãe (e pai), trabalho das 7h às 17h, cuido da casa, e trabalho a noite, com prazos apertadíssimos. Então tive que dar um jeito de conseguir moldar meu dia para dar conta de tudo.

 

A primeira providência importante foi justamente enumerar todos os afazeres. E eu demorei para descobrir isso… Tanto que perdi diversas noites de sono terminando trabalhos urgentes porque não me organizei antes.

Com os seus estudos também deve ser assim.

 

Em primeiro lugar, é preciso definir um plano semanal ou até mesmo mensal. E você precisa listar tudo que precisa fazer naquele período de tempo. Tire um ou dois dias, antes de começar, para preparar o seu cronograma.

É possível fazer uma espécie de “banco de horas” de estudo: se você não conseguiu terminar o que tinha que terminar hoje, termine amanhã; da mesma forma, se conseguiu ir além do planejado hoje, permita-se descansar um pouquinho mais amanhã. Seu calendário deve ser flexível, de modo que você consiga adaptá-lo sempre que necessário. Mas você precisa segui-lo. Não deixe acumular horas demais no banco!

 

A previsão de recompensas também ajuda bastante: quando finalizar determinado conteúdo, permita-se um dia de folga. Ou um jantar com o(a) namorado(a).

Ter um lugar tranquilo, quieto e organizado para estudar é fundamental. Mantenha tudo que precisa para seus estudos neste local, de modo que não precise sair para pegar um livro, por exemplo. Fique longe de televisão, desligue o celular. Você precisa aproveitar bem cada minuto do tempo disponível. Existem ótimas ferramentas online (como o próprio Google Calendar) que ajudam na organização das atividades.

 

Tenha em mente que nem todos em seu trabalho entenderão que você é um estudante e nem da sua família entenderão que seu tempo é contado. Vai ter gente insistindo para você ir a happy hours, vai ter tia reclamando que você não foi no almoço, vai ter muita chateação sim. Ao menos, deixe todos informados. Diga que está buscando a sua melhora de vida, e que conta com a compreensão de cada um deles.

 

Infelizmente, não é possível abrir mão dos fins de semana, mas também não é nada recomendável que você não tenha tempo de descanso. Reserve momentos de lazer, e não deixe de praticar atividades físicas. Exercícios físicos ajudam na oxigenação do cérebro, e isto colabora com a melhor fixação dos conteúdos estudados.

Quando desanimar, lembre-se do seu objetivo: por que está estudando? A resposta a esta pergunta vai te ajudar a manter o foco e a força. Seja positivo e se considere privilegiado: muitas pessoas não têm a oportunidade de trabalhar, de estudar e nem muito menos de fazer as duas coisas.

 

Vai ser fácil? Não. Nem um pouco. Mas vai valer a pena.

 

Para mim, os dias ainda continuam tendo 24 horas (pois é… ainda não encontrei a tal lâmpada), mas eu já não passo mais madrugadas trabalhando.

;)

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Vamos conversar sobre interpretação de texto?

interpretacao-de-textoO verbo interpretar, de acordo com o dicionário Aulete Digital (aliás, recomendo!), comporta seis significados, dos quais vamos destacar apenas dois: dar sentido a; explicar (palavra, texto, lei etc.); dar um significado a; considerar, julgar.

 

Interpretar é descobrir o sentido e significado de algo. Sim. Descobrir o que o bendito autor quis dizer naquele determinado texto, para poder responder corretamente à pergunta que vem logo em seguida. E não me refiro somente à questões de língua portuguesa: quase todas as questões de quase toda prova têm um pouco de interpretação de texto. Afinal, se você não entendeu a pergunta, certamente não vai conseguir achar a resposta.

 

Legal. E como melhorar a interpretação?

Se você fizer uma busca simples sobre isso no Google vai achar algumas dicas interessantes como “leia em um lugar tranquilo”, “leia com atenção, e releia quantas vezes achar necessário”, “tenha um dicionário ao seu lado”, e etc.

 

Sim. São dicas lindas. Mas, não nos pertencem, né? Não podemos escolher um lugar tranquilo, nem reler mil vezes e nem muito menos consultar um dicionário na hora da prova. Então, vamos à algumas dicas que realmente podem ajudar:

 

  1. Leia o texto inteiro: não pare na primeira palavra desconhecida. Ao ler tudo, você vai ter uma visão geral sobre o assunto, e talvez aquela palavra ou aquele parágrafo que você não entendeu faça sentido no final das contas;
  2. Embora você não possa reler mil vezes o texto, repita a leitura, pelo menos uma vez. Isso vai fazer com que você fixe melhor o tema tratado, e compreenda de maneira clara a intenção do autor;
  3. Você não está ali para ter uma opinião própria. Lembre-se: a opinião é do autor, você só deve percebê-la, e, a partir dela, chegar às conclusões (que também são dele). Não deixe que as suas ideias prevaleçam sobre as dele;
  4. Leia o enunciado da questão com a mesma atenção que você leu o texto. Ele é tão importante quanto.

 

Também é interessante trazer as três maiores causas de erros nas perguntas que envolvem interpretação de texto, e enquadrá-las dentro das dicas acima.

 

a)    Extrapolação: ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto. Solução: dica 2 (a releitura faz com que você encontre os limites do texto).

b)    Redução: ocorre quando se dá atenção apenas a um aspecto, que pode ser insuficiente para o total entendimento do tema desenvolvido. Solução: dica 1 (ver o texto como um todo te mostra o conjunto das ideias, e não particularidades).

c)    Contradição: ocorre quando o leitor tira conclusões diferentes das apresentadas, com base em seu conhecimento ou convicção. Solução: dica 3 (as ideias e as conclusões que importam são as do autor, e não as suas).

 

E, por fim, uma dica fatal de como treinar tudo isso: leia. Leia mais. E leia mais um pouco.

;)

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Redação para concursos: práticas para aprimorar a escrita

praticas-para-aprimorar-escritaEssa semana me pediram para escrever sobre como escrever bem. E aí que eu, que sempre adorei escrever, sempre tirei as melhores notas em redação, sempre me orgulhei de ter escrito meus dois livros, sempre tive um monte de blogs, sentei na frente do computador, olhei para a tela em branco e fiquei perdida sem saber por onde começar.

 

Quem nunca, né?

No meu caso, ainda deu para levantar, pegar um café, olhar o sol e conversar com alguns amigos e só então voltar e efetivamente começar. Mas não dá para fazer isso no meio da prova.

 

E agora? Como se preparar para a prova de redação e fugir do bloqueio literário?

Antes de mais nada, “bloqueio literário” é o nome que se dá à situação em que você simplesmente não consegue escrever nada. Não significa que você não domine o assunto, mas sim que as ideias simplesmente somem da sua mente. E para essa situação, eu tenho algumas dicas.

 

Primeiro, organize as ideias em grandes macros. Começo, meio, fim. Não precisa desenvolver muito, mas crie (na sua mente, ou até mesmo por meio de desenhos) o que pretende falar.

 

Aliás, esse lance de organizar as ideias com desenho é ótimo para quem tem a memória visual aguçada. Vale tentar!

 

Traçado o roteiro, apenas comece. Sim. Simples assim. Vai escrevendo tudo que pensa, mesmo que depois tenha que voltar e apagar o que ficar em excesso. O fato é: o bloqueio literário some quando você começa a escrever. Mesmo que as primeiras linhas não façam nenhum sentido, apenas continue. Logo você vai ver que já incorporou o escritor e tudo começa a fazer sentido.

 

Realmente comece, ok? Porque você vai precisar ter cuidado com o tempo e não dá pra ficar muito tempo preso no bloqueio.

 

Passado esse primeiro obstáculo, você vai precisar saber o que escrever, certo? Precisa ter uma noção geral do tema, e para isso, não tem alternativa: tem que ler. As provas têm optado por cobrar assuntos da atualidade, e, mesmo que você não seja um profundo conhecedor da matéria, é preciso saber argumentar em cima dela.

 

Então leia sempre. Revista, livros, jornais, blogs. Na cama, no ônibus, na hora do almoço. Um pouquinho por dia, um pouquinho por noite. O fato é que quando você começar a ler e adquirir o hábito, você vai querer ler bem mais que apenas um pouquinho. Mas até chegar lá, policie-se e obrigue-se a ler nem que seja um post, um capítulo, uma reportagem por dia.

 

A leitura ajuda a saber falar sobre qualquer assunto e ainda ajuda a ganhar mais vocabulário, a ter mais facilidade em desenvolver uma narrativa, a organizar melhor as ideias. É isso: ler é vida.

 

Por fim (e não menos importante), algumas dicas práticas para não comer bola na sua prova:

 

- não use abreviações, nem gírias e nem (obviamente) palavrões;

- escreva de modo simples e claro (sem redundâncias, palavras rebuscadas e excessos);

- evite clichês, mesóclises, analogias e siglas desconhecidas;

- cuidado com as repetições (releia seu texto quando terminá-lo e troque palavras repetidas por sinônimos);

- fuja da voz passiva e das frases com uma palavra só;

- atenção para a pontuação e ortografia;

 

E, no mais, boa sorte!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Dicas para concurseiros: Como estudar com gripe?

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Acordei com uma gripe daquelas.

E gripe na segunda-feira sempre parece com uma boa desculpa para não retomar as atividades normais e estender um pouquinho o fim de semana, né?

 

Bom… não é meu caso. Tive que vir trabalhar normalmente, e realmente me sinto péssima. Aquela velha sensação de que fui atropelada por um caminhão, seguida daquela combinação infinita de mil remédios que, no fim das contas, não adiantam de nada.

 

Mas por que estou dizendo isso? Transformei esse espaço num diário?

Não… É que concurseiros, como seres humanos que são (será?), também ficam gripados. Mas a sua prova não se importa com isso, né? E pior: mesmo quando você está tão ruim que não consegue nem levantar da cama, não adianta apresentar um atestado e tirar o dia de folga. Um dia de folga é um dia a menos de estudo. E isso conta. Cada minuto conta.

 

Mas e aí? Como estudar com gripe? O que fazer com o corpo todo dolorido, os olhos pesados e a cabeça doendo? Ignorar uma gripe não é a melhor saída. E ficar mergulhado na cama também não é a melhor solução (embora muito tentadora).

 

Um fato importante: quando você está doente, seu corpo redireciona toda a sua energia para te curar. Exatamente por isso temos a sensação de fraqueza. É que quando estamos doentes, nosso corpo está sob estresse, e buscar o descanso é o método pelo qual o corpo se mobiliza para combater a doença.

 

Então a primeira dica é: não force. Se você gastar energia demais, seu corpo vai demorar bem mais. Mas isso não significa que você deve ficar hibernando. Até porque, como já dissemos aí pra cima, não dá, né?

 

Outra dica bacana: tome um solzinho. Sim. Levanta, toma um banho (por mais impossível e doloroso que isso possa parecer), põe uma roupa limpa (pode ser um pijaminha mesmo) e senta ali no quintal. Leva um livro e um estoque de lenço de papel. Não precisa ficar o dia inteiro lá. Fique o quanto aguentar. Lembre-se sempre de “ouvir” seu corpo. A ideia é não forçar.

 

Chá ou um chocolate quente sempre são bons aliados.

Por fim, a última dica: legislação em áudio. O site do Senado mesmo tem várias disponíveis. Você pode deitar na cama, se cobrir, e nem terá que forçar os olhos: basta dar o play e se deliciar ouvindo os artigos da Constituição.

Sim… essa última parte foi meio irônica. É que um dos sintoma da gripe, em mim, é o mau humor.

:p

Melhoras por aí!

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

 

“Falta pouco para a prova, e agora?” Dicas para estudar na última hora

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Sabemos que estudar para concursos públicos exige muito planejamento e dedicação. Ou seja, é necessário começar a estudar com muita antecedência para garantir bons resultados.

 

E nesse corre-corre de simulados, resumos e matérias, a ansiedade começa a aumentar com a proximidade da prova. Pois é, o tempo não perdoa e, se você está entrando em desespero com o pouco tempo que resta, elaboramos essas dicas para você não entrar em pânico.

 

1 – Foque em resoluções de exercícios

Nessa altura do campeonato, você já deve ter estudado tudo o que podia. Agora é hora de focar menos nos livros e ir para a prática. Por isso, separe simulados e exercícios.

 

Resolvendo exercícios você vai identificar dúvidas sobre o conteúdo, além de aprender o que é mais importante. Além disso, você vai se acostumar com o modelo de prova, o que te deixará mais familiarizado com os tipos de questões que são abordadas.

 

2 – Resumos

Agora é a hora de fixar o conteúdo na cabeça. Uma boa tática é fazer pequenos resumos com esquemas das principais informações que você deve lembrar. Faça vários resumos pequenos em folhas de papel.

Seja criativo, desenhe, faça esquemas, tudo o que for mais prático e que te faça lembrar com mais facilidade. No decorrer do dia, tente lembrar o que foi escrito e confira se as respostas estão certas no seu resumo. Essa é uma boa forma de treinar o cérebro e a memória.

 

3 – Descanse

Sim! Tenha em mente que para realizar uma boa prova, é necessário estar bem descansado. De nada adiantará se matar de estudar nos últimos dias. Acontece que nossa memória funciona melhor se estivermos com a mente descansada.

Não esqueça de dormir bem, pois o sono é uma parte fundamental da memorização, ainda mais quando estamos falando da memória de longo prazo, que são informações que o cérebro considera importante durante o dia.

 

4 – Aprenda com os erros

Então você fez a prova e não se saiu bem do jeito que imaginava. Não fique se culpando, ao invés disso aprenda que, da próxima vez, você deve estudar com bastante antecedência.

 

Estudar em cima da hora não é aconselhável para quem quer ser aprovado em concursos públicos. Portanto, a preparação deve ser constante e contínua, somente assim você obterá os melhores resultados.