PIS: quem tem direito?

Por Leonardo Pereira

 

É curioso como alguns temas vão e voltam e de como essa oscilação gera interesse nas pessoas, especialmente aquelas que nos procuram para ter algum suporte, pensando em como tal ponto doutrinário pode ser cobrado nos concursos.

 

Essa semana nos pediram para falar sobre o Programa de Integração Social ou PIS, como é mais conhecido. Tal programa foi instituído em 1970, pela Lei Complementar n. 07, destinando-se, de acordo com seu art. 1º, a:

 

“Promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das empresas.”

 

O que no fundo quer dizer que foi uma forma de incluir, na vida da empresa, a participação do empregado… Quase um plano de participação nos lucros, guardadas muitas proporções, sendo beneficiários os trabalhadores que tenham cadastro no programa (cartão cidadão) há pelo menos 5 anos e tenha recebido do empregador, pessoa jurídica, remuneração média de até dois salários mínimos. Existem outros requisitos, mas são estes os mais comuns.

quem-tem-direito-ao-pis

Uma fonte de pesquisa confiável para estudantes é o site da CEF, Caixa Econômica Federal. Lá podemos encontrar um FAQ bem completo sobre tudo o que envolve o PIS. Uma curiosidade sobre o abono, é sua familiaridade / associação constante com o PASEP… Sempre ouvimos as duas siglas, entendendo-as como sinônimas ou complementares.

 

Mas o fato é que apesar de terem o mesmo objetivo, variam quanto à natureza do empregador. O PIS considera empregador PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO, enquanto o PASEP – Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – leva em conta a relação do empregado com o serviço público, ou seja, estamos falando de servidor público!

 

E já que tocamos no assunto, o PIS fica sob os auspícios da CEF, enquanto o PASEP é administrado pelo Banco do Brasil.

 

O valor mensal do pagamento do PIS é equivalente a um salário mínimo, recebendo o trabalhador de acordo com uma tabela que é divulgada pela CEF todo mês de julho. Nela, são considerados o mês de nascimento do beneficiário, com o objetivo de organizar o pagamento. E o que é melhor: todo ano tem o benefício, uma vez por ano.

 

 

foto_leonardo_pereira

 

LEONARDO PEREIRA é Advogado graduado pela PUC de Minas Gerais. Possui pós-graduação em Direito Público e em Direito Privado, ambas pelo Instituto Metodista Isabela Hendrix. Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos. Ex-Diretor de Ensino do Praetorium, Instituto de Pesquisa, Ensino e Atividade de Extensão em Direito. Atualmente é Diretor Acadêmico do IOB Concursos Marcato.

Descubra qual o seu estilo de aprendizagem. Pode ser o que falta para sua aprovação!

Participe do sorteio do livro: “Seja a pessoa certa no lugar certo”

 

A maioria dos alunos tem um jeito diferente de aprendizagem, é essencial conhecer a forma que você aprende para, então, desenvolver técnicas que aumentem seu desempenho.

 

Para Eduardo Ferraz, consultor, palestrante e autor de 2 best-sellers sobre Modelos Mentais: “Vencer é ser você” e “Seja a pessoa certa no lugar certo”.  São 3 os perfis de aprendizado ou modelos mentais, denominados como: Auditivo, Visual e Sinestésico. Ele ressalta que é preciso conhecer qual o seu perfil predominante, para então alcançar sua máxima performance. Segundo o Consultor, cada pessoa possui um percentual de cada modelo mental, mas em 90% dos casos um dos modelos é predominante.

“A incidência desses tipos varia muito, em São Paulo, por exemplo mais da metade das pessoas são mais agitadas e aprendem pelo estimulo visual. Já em locais mais calmos esse índice chega a 20%”, afirma Ferraz.

perfis-de-alunos

Alunos auditivos aprendem ouvindo

Se você é um aluno auditivo, provavelmente precisará ouvir duas ou mais vezes o mesmo conteúdo para absorvê-lo, e isso não tem nenhuma relação com inteligência, significa apenas que seu cérebro “funciona melhor” quando utiliza ao máximo o sentido da Audição. Essas pessoas são geralmente introvertidas, interagem pouco, mas prestam atenção em tudo.

Dica: Leia suas notas em voz alta e discuta com outras pessoas, caso estude sozinho, faça autoquestionamentos e auto explicações. Você pode ainda, gravar e reproduzir depois para potencializar a capacidade de memorização.

 

Alunos visuais aprendem vendo

Se você é um aprendiz visual, provavelmente é acelerado, impulsivo, impaciente e acha a aula lenta e monótona. Essas pessoas são geralmente autodidatas e aprendem melhor estudando sozinhas.

Dica: Utilize diferentes cores em suas anotações, utilize diagramas, faça mapas mentais e utilize flash cards para ajudar a gravar os pontos chave. Para você, lembrar de imagens que utilizou nos estudos trará a tona o conteúdo que memorizou.

 

Alunos sinestésicos aprendem fazendo

Já os alunos sinestésicos, interagem mais, são extrovertidos, sociáveis e emotivos. Participam de fóruns e chats, pois gostam de relacionamento. Tem mais naturalidade em compartilhar o aprendizado em redes sociais ou em grupos de estudos.

Dica: Utilize sua dinâmica de estudo para trocar experiências, procure fazer trabalhos em grupo, faça sempre que possível, perguntas para os professores e colegas; mantenha seus estudos sempre com empolgação e dinamismo.

 

A Courseworks da Universidade de Melbourne tem um teste rápido (disponível somente em inglês) que você pode fazer para saber que tipo de aluno você é.

 

eduardo-ferrazEduardo Ferraz tem mais de 25 anos de experiência e cerca de 30 mil horas de experiência prática  com consultoria em empresas,  treinamentos e palestras nas áreas de negociação e gestão de pessoas. Entre 2010 e 2014, teve mais de 500 participações na mídia, entre artigos e entrevistas sobre diversos temas relacionados à negociação, gestão de pessoas e à neurociência comportamental. Atualmente é colunista na rádio CBN Curitiba, e articulista na EXAME.com.

 

Participe do sorteio do livro “Seja a pessoa certa no lugar certo”. Preencha o formulário em nosso Blog, até dia 1º de dezembro. O resultado será divulgado no Facebook. Boa sorte!

 

 

Dica de estudo: adiante seu relógio para render mais!

tempo-estudo

 

Acordar cedo é uma tarefa difícil para muitas pessoas, mas necessário para outras. Este hábito traz muitos benefícios, inclusive ajuda a organizar melhor a rotina e aumentar seu desempenho nos estudos.

 

Não sabe por onde começar? Veja o passo a passo para fazer seu dia render mais.

 

Primeiro Passo

Se não está acostumado a acordar cedo, faça gradativamente: Comece adiantando o relógio em 15 minutos, no outro dia adiante 20 e assim até conseguir pelo menos 1 hora, tempo suficiente para os próximos passos até ir trabalhar e depois estudar.

 

Segundo Passo

Tome um bom café, com alimentos saudáveis, nada muito pesado. É aconselhável, frutas, pães integrais e geleias. Mas atenção, pois você não está de regime, está apenas fazendo com que seu tempo renda mais, por isso não fará somente esta refeição na manhã. Não se esqueça de separar uma fruta e/ou uma bolachinha para o lanche do meio da manhã.

 

A alimentação regrada aumenta sua produtividade, não pule nenhuma refeição e faça “lanchinhos” entre elas, este passo deve durar no máximo 30 min.

 

Terceiro Passo

Tire a mesa do café e comece a planejar sua rotina, pode ser no papel ou até mesmo nos lembretes do celular. Neste planejamento você deve estipular tempos máximos para todas as ações, com uma margem de 10% para atrasos. Divida sua rotina do trabalho até o horário de sua saída. No tempo disponível para os estudos destaque quantos minutos para cada disciplina, sempre estudando no máximo duas por dia. Leve em consideração a data até a prova para conseguir encerrar a tempo. Lembre-se que cada dia que desperdiçar não estudando terá que repor em algum momento, isso te ajudará a não desistir. Mais uma vez se atente as refeições, pois além de nutrirem dão um “tempinho” para assimilação, então faça pausas tanto no trabalho quanto no estudo.

 

Importante!

Não deixe de dormir e não fique estudando até muito tarde, pois você possivelmente não assimilará muita coisa depois que estiver cansado, lembrando que no outro dia você acordará cedo e tudo recomeçará!

 

 

 

Um lembrete sobre o Direito Constitucional na Prova da OAB

Por Leonardo Moreira Pereira

 

Sendo a matéria eixo do nosso ordenamento jurídico, sabendo muito bem ela, pode ser que você consiga ancorar respostas de outras disciplinas, garantindo melhor resultado na prova. Por exemplo, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Tributário são matérias que tem amparo no texto constitucional e por isso, podem ter questões dali extraídas.

lembrete

Se fosse para eu dar um único conselho sobre o que estudar em Direito Constitucional, ele seria: leia toda a constituição com atenção. Se pudesse me aprofundar um pouco mais, pensando na falta de tempo de alguns candidatos, eu diria: estude até saber de cor o art. 5º com seus setenta e oito incisos e referências ao longo do texto constitucional.

 

Isso dará ao candidato confiança e conhecimento para passar bem por todas as provas. E claro, se o tempo estiver reservado para uma boa revisão, apostar nos temas mais cobrados nos exames passados pode ajudar um pouco, pois assim estamos admitindo que o examinador não inova muito nas provas, evitando erros e recursos.
Com tal tempo disponível, a dica é atacar Controle de Constitucionalidade, Poder Judiciário, Poder Legislativo e Direitos Políticos, considerando nosso atual momento histórico, para também rever o conceito, procedimento e requisitos do impeachment, tema que mereceria uma questão na prova do dia 16.

 

 

foto_leonardo_pereira

LEONARDO PEREIRA é Advogado graduado pela PUC de Minas Gerais. Possui pós-graduação em Direito Público e em Direito Privado, ambas pelo Instituto Metodista Isabela Hendrix. Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos. Ex-Diretor de Ensino do Praetorium, Instituto de Pesquisa, Ensino e Atividade de Extensão em Direito. Atualmente é Diretor Acadêmico do IOB Concursos Marcato.

Mais de 25 mil vagas abertas! Salários de até R$ 25.260,19

concursos-blog(2)

 

Quer garantir uma das 25.1168 vagas em cargos? Os concursos são concorridos e as oportunidades são imensas, então, aproveite para estudar como nunca e tenha uma vantagem entre seus concorrentes.

 

Uma dessas vagas pode seu sua! Garanta seu futuro, e desfrute das vantagens de ser um funcionário público.  Estude online no IOB Concursos Marcato.

Clique aqui para ver as vagas abertas

Crimes: Saiba mais sobre Receptação!

Por Leonardo Moreira Pereira

 

foto_leonardo_pereira

 

LEONARDO PEREIRA é Advogado graduado pela PUC de Minas Gerais. Possui pós-graduação em Direito Público e em Direito Privado, ambas pelo Instituto Metodista Isabela Hendrix. Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos. Ex-Diretor de Ensino do Praetorium, Instituto de Pesquisa, Ensino e Atividade de Extensão em Direito. Atualmente é Diretor Acadêmico do IOB Concursos Marcato.

 

 

Nossa proposta hoje gira em torno de falar um pouco sobre o crime de receptação, permitindo ao leitor conhecer um pouco mais sobre essa modalidade criminosa, que muitas vezes é alegada pelo sujeito ativo do crime como desconhecimento da origem delituosa do bem.

 

No direito sempre lidamos com a ideia do que se entende por aceitável e normal na visão do homem médio, meio que contrastando a ideia de que o desconhecimento da lei é inescusável para todos. Veja, o Brasil deve ser o país no mundo com o maior número de leis e exigir do homem médio o seu amplo e irrestrito conhecimento é algo complexo. Mas por outro lado, podemos e devemos exigir dessa pessoa, que sempre diligencie para saber mais sobre o ato que pratica, afastando o risco de estar incorrendo em alguma prática penal.

 

No caso da receptação não pode ser diferente e a sugestão que se faz é a pesquisa exauriente sobre a origem do bem que se está comprando, portando ou colocando à venda. O mínimo deve ser pesquisado, a fim de se revelar se a mercadoria tem procedência lícita, se não foi fruto de roubo ou furto, se o vendedor se incomoda de passar recibo da venda, se os impostos referentes à aquisição primária do bem foram recolhidos e principalmente, se o preço pago pelo produto difere muito da média do mercado.

 

Especialmente no Brasil, onde para tudo há uma solução, um jeitinho, temos um conflito entre a conduta regular do brasileiro em tentar sempre levar vantagem e o que vem acobertado por essa prática, abrindo espaço para que um produto de origem ilícita entre em domínio do sujeito ativo, sem que esse tenha pretendido receber algo fruto de crime.

roubo-e-receptacao

Em meio a esse dilema ético / jurídico, precisamos nos pautar pelo que traz o Código Penal, que em capítulo específico sobre o tema, começa no art. 180 a tratar da Receptação:

Art. 180 – Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte: (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
Receptação qualificada(Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
§ 1º – Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime:(Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
Pena – reclusão, de três a oito anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
§ 2º - Equipara-se à atividade comercial, para efeito do parágrafo anterior, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercício em residência. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
§ 3º - Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso: (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa, ou ambas as penas. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996)
§ 4º - A receptação é punível, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime de que proveio a coisa. (Redação dada pela Lei nº 9.426, de 1996).

 

Como podemos perceber, a lei faz distinção daquele que recebe a coisa para si e daquele que recebe a coisa par a colocar à venda em estabelecimento comercial, variando assim as penas. O que pretendia o legislador com isso? Imputar a quem lida com a prática comercial diária, a responsabilidade de diligenciar em favor do conhecimento e da origem da mercadoria. Precisamos lembrar que o Brasil é um dos países líder em roubos de cargas e mercadorias em rodovias, sendo portanto óbvio que tais produtos tentem ser repassados de alguma maneira, motivo pelo qual majora-se a pena quando relacionada ao exercício de atividade comercial.

 

Por isso temos a receptação qualificada, com pena máxima estipulada em 8 anos, também como meio de coibir a dispersão de cargas roubadas.

receptacao_de_produto_roubado

A receptação tem pena de um a quatro anos e multa, enquanto a receptação culposa (aquela em que admitimos que a pessoa que recebeu o bem, de fato não tinha noção de que se tratava ser de origem delituosa) tem pena de um mês a um ano, o que viabiliza seu processamento pelos Juizados Especiais Penais. Assim admite o legislador que sob a alegação de desconhecimento do fato, responda o delituoso com pena bem menor, dizendo ao infrator: “Entendo suas alegações mas você está errado, não diligenciou o suficiente para ver que o bem tinha origem delituosa ou ainda que tenha diligenciado, resolveu correr o risco… Pague por isso!”

 

Sobre a participação de menores na receptação, não restam dúvidas de que hoje o Brasil vive um delicado momento, em que se assiste a participação de menores em todo tipo de modalidade delituosa. Mas nossas leis penais só são aplicadas aos maiores de 18 anos (e vai ser difícil mudar isso), reservando aos menores infratores as imposições do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), tal como podemos perceber pela leitura do Habeas Corpus HBC 20140020253556 DF 0025812-87.2014.8.07.0000 (TJ-DF)

Ementa: HABEAS CORPUS. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE RECEPTAÇÃO. CABIMENTO. OUTRAS PASSAGENS PELA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE. INTERNAÇÃO PROVISÓRIA. ORDEM DENEGADA. I – A existência de indícios suficientes de que o adolescente tenha praticado ato infracional análogo ao crime de receptação, conduta grave e prejudicial à ordem pública, aliada à constatação de que ele possui passagens anteriores pela Vara da Infância e da Juventude, justificam a sua internação provisória para a garantia da ordem pública e da própria segurança. II – Ordem denegada.

 

Bons estudos!

 

Escolha o tema da próxima palestra do William Douglas!

Como vai, concurseiro? O ano de 2015 promete muitos concursos e, para ficar bem preparado com quem mais entende do assunto, queremos saber qual tema que você gostaria de ver na próxima palestra do “Guru dos Concursos”, William Douglas.

 

Participe!

 

 

william-douglas2Willian Douglas

Juiz Federal, Titular da 4ª Vara Federal de Niterói-RJ. Professor Universitário e de Cursos Preparatórios para Concursos Públicos. Mestre em Direito, pela Universidade Gama Filho – UGF. Pós-graduado em Políticas Públicas e Governo – EPPG/UFRJ. Membro das Bancas Examinadoras de Direito Penal dos V, VI, VII e VIII Concursos Públicos para Delegado de Polícia/RJ, sendo Presidente em algumas delas. Membro da União Brasileira de Escritores – UBE e Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Escola da Magistratura Regional Federal da 2ª Região. Possui larga experiência na realização de provas e concursos públicos, sendo aprovado me mais de 8 concursos públicos, alguns em 1º lugar.

 

Mais de 29 mil vagas abertas, com salários de até R$ 25.260,19

 

concursos-blog(2)

 

Quem quer garantir uma das 29.888 vagas em cargos públicos não pode ter folga não. Os concursos são concorridos e as oportunidades são imensas, então, aproveite para estudar como nunca e tenha uma vantagem entre seus concorrentes.

 

Uma dessas vagas pode seu sua! Garanta seu futuro, e desfrute das vantagens de ser um funcionário público.  Estude online no IOB Concursos Marcato.

 

Clique aqui para ver as vagas abertas

Confira aqui os concursos que estão aguardando edital

A Liberdade de Expressão na Maior Disputa Eleitoral de Todos os Tempos

Por Leonardo Moreira Pereira

 

foto_leonardo_pereira

 

LEONARDO PEREIRA é Advogado graduado pela PUC de Minas Gerais. Possui pós-graduação em Direito Público e em Direito Privado, ambas pelo Instituto Metodista Isabela Hendrix. Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos. Ex-Diretor de Ensino do Praetorium, Instituto de Pesquisa, Ensino e Atividade de Extensão em Direito. Atualmente é Diretor Acadêmico do IOB Concursos Marcato.

 

 

Acompanhamos muito de perto as recentes trocas de farpas, para não dizer ofensas, dos candidatos à Presidência da República no segundo turno do pleito de 2014 e, com o resultado definido, podemos nos perguntar quais seriam os limites morais da chamada Liberdade de Expressão.

 

Antes porém, é interessante lembrar a razão do cuidado que temos com o referido direito, pois foi com o Estado Novo que o direito de se expressar livremente foi cerceado, sendo excluído do texto constitucional, dando espaço para a censura se instalar. Termo pouco conhecido por muitos dos jovens de hoje, a censura representa a vigília e o impedimento do pensamento nos casos em que este contrarie a ideologia governamental.

 

Sobre o pensamento e a política, com alguma tranquilidade conseguimos entender que tudo pode ser interpretado como sendo de cunho político e logo, censurável. Vejamos: discussões sobre aborto: consigo identificar o cunho político nelas. Debates filosóficos, nem preciso contextualizar. Temáticas religiosas, a julgar pelo tipo de orientação do Estado, muito mais. Assim entendo alcançar a sua visão, enquanto leitor, do poder da censura. Tudo de tudo pode ser limitado, extirpado de seu domínio cultural. A longo prazo, podemos dizer que o que você lê e pensa é só e exatamente aquilo que interessa ao Estado que você saiba. Claro, essa é uma visão simplista e rasa, usada só para provocar o leitor a raciocinar sobre o lado nefasto da adoção de tais medidas.

liberdade_expresao

E vindo de um período de tantas restrições inauguradas pelo Estado Novo e levadas à cabo pelo Regime Militar, natural que o Brasil caminhasse para um período de redemocratização e reconquista dos direitos, razão pela qual nossa CF também é chamada de Constituição Cidadã, preservando e garantindo como princípios máximos, os direitos e garantias fundamentais do homem. Assim podemos perceber na leitura de alguns trechos da CF (não estou lendo a CF em tiras… apenas fazendo menção a alguns trechos inspiradores):

 

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
[...]
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

 

E foi em 2009 que mesmo sob o manto da Liberdade, que o STF derrubou a Lei de Imprensa, um dos últimos manifestos do Regime Militar ainda em vigor no país, por entender que seu texto e objetivos eram incompatíveis com a democracia. E vejam como começava bem o texto…

 

Art. 1º É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer.

 

Mas logo na sequência, dava o tom esperado pela nefasta ideologia controladora (destaque para a generalidade do termo subversão da ordem política)

§ 1º Não será tolerada a propaganda de guerra, de processos de subversão da ordem política e social ou de preconceitos de raça ou classe.

 

O texto prova que a manifestação do poder revestir-se de intenção democrática mas apresentar-se de modo imperativo (lembrem da Constituição de Weimar).

Mas sob o manto da Constituição de 1988, passamos a reexperimentar a liberdade de falar, manifestar nossas ideias, mesmo em locais públicos, sem sermos perseguidos por isso. Usamos gradativamente nosso direito como meio de buscar a verdade, perseguindo a ideia de que toda a verdade deveria ser dita e conhecida.

 

Só que a sociedade tende ao abuso, sendo por isso o Direito necessário para limitar a ação do homem. Mas qual o propósito dessa introdução? Ambos candidatos levaram o nível dos debates aos mais baixos patamares, não poupando a sociedade do show de horrores.

liberdade-de-expressao(2)

Do ponto de vista legal, o Direito os limita na linha dos crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação) ao passo que do ponto de vista moral, precisamos refletir sobre o que queremos ver e compartilhar, como um exercício ético social. Por exemplo: precisamos saber tudo o que diz respeito ao financiamento de campanhas? Entendo que certamente. É necessário que fatos ou opções da vida pessoal de um candidato sejam trazidos para o nível do debate político? Não entendo como oportuno.

 

Somos como o que prevê o ditado “quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza”. A liberdade de expressão política deveria se limitar aos fatos da vida pública do candidato, buscando oferecer ao processo democrático, mecanismos para que a escolha de nossos representantes digam respeito ao conhecimento das atividades profissionais, conchavos, posicionamento do político em relação à como votaram nesse ou naquele assunto de interesse da sociedade.

 

Tal liberdade de expressão na política, se colocada em uma coqueteleira, seria uma bebida feita à base de compromisso moral, suporte ético, respeito às regras constitucionais e também de embasamento na Lei da Ficha Limpa. Ou seja, um Raio X dos candidatos dito à luz da verdade comprovada.

 

 

Mais de 34 mil vagas abertas, com salários de até R$ 25.260,19

Mapa-do-BrasilQuem quer garantir uma das 32.514 vagas em cargos públicos não pode ter folga não. Os concursos são concorridos e as oportunidades são imensas, então, aproveite este ano promissor para estudar como nunca e tenha uma vantagem entre seus concorrentes.

 

Uma dessas vagas pode seu sua! Garanta seu futuro, e desfrute das vantagens de ser um funcionário público.  Estude online no IOB Concursos Marcato.

 

Clique aqui para conferir as vagas abertas.