Desde 1º de janeiro de 2016, qualquer manifestação escrita em língua portuguesa será regida obrigatoriamente pelas novas normas do Acordo Ortográfico. Depois de um período de seis anos de transição, o acordo ortográfico assinado com 7 países de língua portuguesa entrou oficialmente em vigor no Brasil.

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, porém, após polêmicas e críticas, o governo adiou a entrada em vigor para este ano.

Mesmo que a mudança atinja somente 0,8% do total de palavras usadas no Brasil, é necessário estar atento:

Algumas palavras perderam o acento, outras se separaram ou se uniram. Em relação à acentuação, somente os termos paroxítonos (com a tonicidade presente na penúltima sílaba) foram atingidos. De agora em diante, todos os paroxítonos finalizados em -A, -E, -O (pluralizados ou não), -EM e – ENS não serão mais acentuados graficamente.

Além disso, as letras K, W e Y, eliminadas pela reforma de 1943, foram reincorporadas e são empregadas nos seguintes casos:

1 – Em nomes de origem estrangeira e seus derivados: Kennedy, Darwin, Byron, kennediense, darwinismo, byroniano;

2 – Em siglas, símbolos e unidades de medida de uso internacional: KLM, TWA, K (potássio), km (quilômetro), kW (quilowatt);

3 – Em palavras estrangeiras de uso corrente no português: kart, kit, kung fu, show, web, playboy, playground.

Nós tivemos tempo para nos adaptar às novas normas do Acordo Ortográfico e, agora, mais do que nunca, é importante não errar, principalmente, em provas de concursos públicos e redações.

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