10 Boas razões para o concurseiro (não) sair de férias

razões férias

Ainda estamos em janeiro e, com a proximidade do Carnaval, muita gente tem se perguntado se vale ou não à pena tirar alguns dias de folga. Vou tentar compilar tudo o que tenho visto e lido aqui, de modo a (não) lhe dissuadir a sair de férias.

Não garanto um ponto de vista neutro, mas tentarei lhe divertir um pouco com uma visão pessimista do mundo! Confira:

  1. Se tivermos poucos bons editais em 2016, ou seja, com farta oferta de vagas, todo tempo é fundamental para se dedicar aos estudos, contando que a concorrência será mais acirrada. Afinal estamos falando de Banco do Brasil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Correios e, quem sabe, Receita Federal.
  2. Se você está muito cansado, quase estafado e estressado por conta das poucas oportunidades que 2015 concedeu a você, pense o quanto devem estar seus concorrentes que, além disso, podem não estar em condições financeiras tão favoráveis e que, por isso, SÓ pensam em ser aprovados.
  3. 90% das pessoas que saem de férias, reclamam ter ganhado uns quilos a mais. Se férias engordam, evite-as o quanto puder.
  4. Sempre que voltamos das férias, demoramos um tempo até ganhar velocidade e condicionamento mental para o trabalho e para os estudos. Então é melhor nem perder tempo desacelerando.
  5. A não ser que você decida ficar em casa em suas férias, colocando sua vida em ordem, a decisão por alguns dias fora lhe custará algum dinheiro. E como em 2016 esse artigo será coisa rara, decida por não sair de férias e não gastar esse suado (por alguém) dinheiro. Ele pode ser muito útil na compra de um novo material ou curso.
  6. Sempre temos uma pontinha de “depressão” quando voltamos à nossa rotina, lembrando o tempo todo de como foram maravilhosos aqueles dias na praia, junto com a família…então vem a depressão. Pois é, não está dando pra ficar deprimido não, pois atrapalham as metas. Continue estudando e tudo ficará bem quando você for aprovado.
  7. Já reparou quantas são as crianças que nascem em novembro? Ou seja, 9 meses depois do Carnaval. Está pronto para essa missão maravilhosa (sem piadas aqui, já que é a melhor coisa do mundo)?
  8. Muitas são as pessoas com hábitos etílicos. E em férias, acabam por exercitar esse hábito com mais frequência. E beber queima neurônios. E você não está podendo desperdiçar nem unzinho deles!
  9. Em 10 dias férias, terá sido consumido tempo suficiente para estudar uma boa doutrina de mais ou menos 800 páginas. Sem chance de abrir mão de um tempo desses.
  10. E a culpa das férias? Você lá na praia, na maior onda boa, curtindo a “vibe” de quem já tem um futuro garantido, enquanto alguém está estudando pra tomar seu lugar do Diário Oficial da União

 

Enfim, (não) sair de férias é a melhor pedida para recarregar as energias para um 2016 de grandes conquistas!

Bons estudos, ou melhor, férias (:

 

Por Leonardo Pereira

Diretor Acadêmico do IOB Concursos

 

Atenção! Novo acordo ortográfico já está em vigor no Brasil

reforma ortografica

Desde 1º de janeiro de 2016, qualquer manifestação escrita em língua portuguesa será regida obrigatoriamente pelas novas normas do Acordo Ortográfico. Depois de um período de seis anos de transição, o acordo ortográfico assinado com 7 países de língua portuguesa entrou oficialmente em vigor no Brasil.

 

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, porém, após polêmicas e críticas, o governo adiou a entrada em vigor para este ano.

 

Mesmo que a mudança atinja somente 0,8% do total de palavras usadas no Brasil, é necessário estar atento:

 

Algumas palavras perderam o acento, outras se separaram ou se uniram. Em relação à acentuação, somente os termos paroxítonos (com a tonicidade presente na penúltima sílaba) foram atingidos. De agora em diante, todos os paroxítonos finalizados em -A, -E, -O (pluralizados ou não), -EM e – ENS não serão mais acentuados graficamente.

 

Além disso, as letras K, W e Y, eliminadas pela reforma de 1943, foram reincorporadas e são empregadas nos seguintes casos:

 

1 – Em nomes de origem estrangeira e seus derivados: Kennedy, Darwin, Byron, kennediense, darwinismo, byroniano;

 

2 – Em siglas, símbolos e unidades de medida de uso internacional: KLM, TWA, K (potássio), km (quilômetro), kW (quilowatt);

 

3 – Em palavras estrangeiras de uso corrente no português: kart, kit, kung fu, show, web, playboy, playground.

 

Nós tivemos tempo para nos adaptar às novas normas do Acordo Ortográfico e, agora, mais do que nunca, é importante não errar, principalmente, em provas de concursos públicos e redações.

 

Concursos Públicos: Retrospectiva 2015 e boas notícias de fim de ano

retrospectiva para concursos públicos 2015

Que os bons fluidos continuem a soprar, mantendo nossos estudantes muito estimulados para os estudos, especialmente pensando nesse final de ano, em que ainda esperamos grandes concursos como o do IBGE e o do INSS.

 

Olhando para trás, o IOB Concursos lançou até o último dia de novembro de 2015, exatamente 121 cursos que contribuíram muito para a aprovação de muitos de estudantes, que sempre viram em nossos cursos uma excelente oportunidade de preparação, a preços mais que justos, professores de alto padrão e compromisso de atualização do acervo, isso ocorrendo mesmo depois da assinatura do aluno vencida, quando a alteração do acervo se deu durante a vigência do contrato.

 

Com esse compromisso e profissionalismo, até o dia 30 de novembro ainda mantemo-nos firmes na busca pela três milionésima matrícula, ou nos 30.000 sonhos depositados em nosso trabalho e muito mais que isso, de pessoas que não se curvaram diante das notícias ruins, mantendo-se fiéis aos nossos discursos de que valeria à pena continuar estudando, pois só os melhores serão aprovados.

 

Do nosso lado, ainda estamos preparando para dezembro desse ano, uma turma de Exercícios com foco no concurso de Técnico do INSS, com a resolução de 200 questões específicas de Direito Previdenciário para o Cespe, reforçando nossa crença de que vale a pena investir na preparação para os concursos públicos. E claro, com 200 questões de Direito Previdenciário, os estudantes que pretendem o cargo de Analista do INSS também poderão se beneficiar muito com essa nova turma que será lançada ainda na primeira semana de dezembro.

 

Estou preparando uma análise realista para 2016, que postarei aqui na semana que vem; mas considerando que o biênio 2014/2015 não prometia muito, só podemos dizer que o ano foi EXCELENTE!!!

 

Bons estudos!
Por Leonardo Pereira

Não passei no concurso público, o que eu faço agora?

desaprovado concurso o que fazer

Então você estudou muito para aquele concurso público e, infelizmente, não foi aprovado. Calma. O primeiro passo é entender que não passar em concurso é muito mais comum do que você imagina. Lembre-se que concursos possuem um número limitado de vagas para milhares de candidatos. Sem contar que, mesmo depois de aprovados, os candidatos passam por uma série de processos seletivos para assumir a tão sonhada vaga.

Se você está se sentindo mal por causa de uma reprovação, não desanime, fizemos esse post para colocar sua cabeça no lugar, confira:

 

1 – Tempo

Não apresse as coisas e nem se culpe por ter sido reprovado. É normal ficar desanimado e se sentir frustrado no início, afinal, depois de tanto esforço, o resultado não foi como esperado. Dê um tempo para si mesmo, tire alguns dias de folga para descansar, recompor as energias ou rever os amigos. Esse período de repouso vai te ajudar a traçar novas metas e objetivos.

 

2 – Utilize a experiência

A melhor forma de tirar proveito de uma reprovação em concurso é analisar a prova e saber onde foram cometidos os erros. Dessa forma, poderá identificar quais disciplinas precisa se empenhar mais e não cometer o mesmo erro em provas futuras.

 

3 – Reveja seu planejamento

Pense como foi que se preparou para a prova, que técnicas deram mais resultados? Você planejou com antecedência? Teve tempo suficiente? Soube administrar seu tempo durante a prova?

O ideal é estudar para o concurso antes da publicação do edital, pois não terá muito tempo para assimilar todo o conteúdo.

Você realizou simulados suficientes? Entendeu como são as perguntas da banca examinadora?

Todos esses questionamentos são importantes para identificar onde houve uma deficiência de sua parte.

O plano de estudos é muito importante para o concurseiro. Por isso, ao comprar um curso no IOB Concursos, nós sugerimos um plano de estudos que pode facilitar seus estudos.

 

4 – Incorpore os estudos

Mesmo que não tenha concurso público em vista, não deixe de estudar. É necessário manter a mente ativa e praticar constantemente para não esquecer ou perder a prática. Os estudos levam tempo e disciplina para serem desenvolvidos. Se manter uma rotina de estudos sem interrupção verá que estará cada vez mais habituado com as provas e a sua aprovação será apenas uma questão de tempo.

Sobre Democracia, Tatuagens e Concursos Públicos

tatuagem e concursos publicos

Estamos a alguns dias de ver o STF – Supremo Tribunal Federal – decidir um ponto efetivamente relevante para a sociedade, abordando o Recurso Extraordinário (RE) 898450, com repercussão geral reconhecida. A questão envolve a exclusão de um candidato do concurso para o cargo de Soldado de Segunda Classe do Estado de São Paulo que tinha tatuagem fora dos parâmetros admitidos pelo edital do concurso.

 

Quero falar aos tatuados: não tenho mas adoraria ter e nunca fiz por absoluta indefinição quanto ao tema. Por isso, estou bem à vontade para escrever sobre a questão.

 

O país passa por tamanha afronta às regras de moral e caráter que me pergunto se esse não seria exatamente o extremo oposto da relação, ou seja, depois de anos estudando, pleiteando ser útil para a sociedade, ser excluído pelo exame médico não parece ser o reconhecimento de um sociedade democrática.

 

Porém, com menos ímpeto, não nos foi dada a oportunidade ainda de ter acesso aos autos; Mas, se existem parâmetros, quer dizer que a Polícia, instituição secular e marcada pelo absoluto apreço à disciplina, em algum momento já avaliou que a questão de tatuar o corpo não tem relação com a moral e a idoneidade que se espera de um policial.

 

Entretanto então qual seria o ponto? Em minha cabeça passam temas que poderiam afrontar tais parâmetros, apresentando-se ilegais, imorais ou atentatórios aos bons costumes; indo além, posso imaginar uma tatuagem da folha da canabis, da suástica nazista, de uma cena pedófila… Ai, concordemos todos, tatuados e frustrados, que a ideologia da tatuagem diz muito a respeito da identidade moral de seu possuidor.

 

E convenhamos, que moral ou mesmo flexibilização desta moral podemos esperar de um operador da justiça que faz, de algum modo, apologia ao ato pelo qual, no exercício da justiça está a combater? Me parece muito antagônico, muito complicado.

 

Sob o prisma da discriminação que pode ser verificada no caso, basta a lei ou edital não pretenderem ser mais restritivos que a liberdade que a Constituição Federal assegura a todos, e estamos bem amparados pelas limitações que se impõe. Concorda?

 

Vamos aguardar o julgamento para entender um pouco mais do caso. E tal qual uma série eletrizante do NETFLIX, ver o desenrolar de um novo capítulo da interpretação da democracia?

 

Por Leonardo Pereira

Existe idade certa para prestar concursos públicos?

idade concurso

De acordo com a Constituição Federal (artigo 7º, inciso XXX), não há limite de idade:

 

“Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:  XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”.

 

Entretanto, existem algumas ressaltas. A maioria dos concursos públicos exigem que o candidato tenha, no mínimo, 18 anos de idade no momento da posse. Ou seja, é possível realizar a inscrição com 17 anos.

 

Em consequência disso, alguns conquistam seu primeiro emprego em órgãos públicos, pois, para ser concursado basta ser aprovado, não sendo exigido experiência anterior, morar perto do trabalho ou entrevista de emprego. Muitos jovens fazem isso, principalmente, em concursos com prazos de validade mais longos em que há possibilidade de serem convocados posteriormente.

 

Já referente à idade máxima, a maioria dos concursos exige que a idade limite seja 69 anos, pois a partir dos 70 existe a aposentadoria obrigatória, a chamada aposentadoria compulsória.

 

Por outro lado, de acordo com a Lei 10.741 de 2003 (Estatuto do Idoso) em seu artigo 27 estabelece que:

“Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego, é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade, inclusive para concursos, ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir”.

Por isso, cada caso é analisado individualmente.

 

Outro ponto importante é que em algumas seleções, como os concursos das Forças Amadas e da Polícia Militar, existe o limite de idade diferenciado devido aos riscos que os cargos trazem.

8 dicas fundamentais para uma boa redação de concurso

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Elaborar uma redação bem feita e adequada aos temas propostos é um diferencial e ao mesmo tempo um desafio para quem costuma prestar concursos públicos. Além disso, o candidato deve apresentar um texto interessante com bons argumentos e bom domínio das peculiaridades do assunto proposto pela banca examinadora. Entre os concursos que incluíram a etapa de prova discursiva estão o concurso do Tribunal de Justiça – SC, concurso do Depen, concurso do TJDFT e o concurso do TRT 16ª Região.

 

Para quem realizou inscrição para uma dessas seleções e pretende se sair bem na avaliação dissertativa, é fundamental praticar, dominar as regras da língua portuguesa e saber redigir um texto objetivo e conciso. Para isso, o IOB Concursos selecionou 8 dicas essenciais para realizar uma ótima redação de concurso público. Confira:

 

1.Domine a gramática

Inicialmente, o candidato deve dominar as principais regras gramaticais, como concordância verbal e nominal, regência, conjunções, crase e pontuação. Consultar um livro de gramática para se aprofundar nessas regras e escrever sobre diversos temas são ótimas formas de estudo para fixar as informações.

 

2.Atente-se ao formato do texto

É importante estar atento ao formato de texto pedido no enunciado da prova. Os tipos que mais aparecem são os textos dissertativos expositivos e os textos dissertativos argumentativos, que tratam de assuntos de áreas específicas do concurso.

 

3.Leia para escrever

Uma coisa é certa: quem não lê, não escreve. Por meio da leitura, o candidato adquire um vocabulário mais rico, absorve conhecimento sobre diversos temas, dados, pesquisas, além de ser capaz de analisar e formar sua opinião.

 

 

4.Seja conciso

A redação deve ser enxuta com frases objetivas, pois assim, fica mais fácil de ler, além de contar pontos na correção. Evite repetir palavras como “que”, “onde” e “mas”, substitua por sinônimos e não repita as mesmas ideias. Uma ótima forma de praticar é fazendo redações de provas anteriores do concurso que você prestará.

 

5. Use argumentos

Use argumentos fundamentados em sua redação e evite as generalizações como por exemplo, “A educação brasileira é precária”. Use dados de pesquisas, nomes de autores e bibliografia de sua área que comprovem essa informação. O seu texto deve provocar o senso crítico e os clichês tornam a redação desinteressante.

 

6. Use os termos conectores

Como citado acima, uma boa redação deve conter argumentos e eles devem estar ligados entre si. Use os termos conectores como “porém”, “portanto”, “ou seja” e “embora”, pois amarram as ideias da redação.

 

7. Modere nas afirmações

Evite afirmações como “sempre” e “nunca”. Tenha cautela ao argumentar um aspecto do tema e evite o discurso inflamado típico das redes sociais.

 

8. Desfecho

Por fim, a redação deve ter um bom desfecho com uma solução para o problema, de forma a provocar uma reflexão ao leitor.

 

 

Critérios de anulação de questões em concursos, comentado por Leonardo Pereira

STF_logo

 

Recentemente o STF se pronunciou a respeito da responsabilidade sobre a anulação de questões nos concursos públicos, reservando ao judiciário a “garantia da isonomia entre os concorrentes”, situação que, como de conhecimento de muitos candidatos, restringe-se à análise de legalidade das questões ou mesmo dos atos da banca examinadora que de algum modo sejam ilegais.

Entenda a notícia clicando aqui.

E isso pode ser reforçado com um jargão muito utilizado em sala de aula nos cursos preparatórios, especialmente nas aulas de Direito Administrativo. O termo em questão é “o edital é a lei dos concursos”, justificando o fato de que o candidato deve conhecer o edital que rege seu concurso como uma das leis que terá que aprender para ser aprovado.

Claro que na situação em comento a anulação de 8 questões, seja pela banca examinadora, seja pelo judiciário, gera enorme instabilidade e insegurança nos candidatos, deixando aberta a discussão sobre como deveriam ser escolhidas as bancas examinadoras de concursos de grande porte.

Deveríamos cobrar mais dos órgãos que contratam as bancas, pois a contratação de uma banca ruim certamente refletirá na celeridade do concurso, não passando por questionamentos relacionados à seriedade da mesma.

Mas, de volta ao ponto, que se frise como orientação doutrinária: o judiciário só tem o condão de avaliar a legalidade das questões ou mesmo a legalidade dos termos do edital. Nada além disso, até para que se garanta a isonomia de todos os candidatos.

 

O Novo Código de Processo Civil e sua Vida de Concurseiro

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Poucos sabem, ou mesmo se lembram, que em 1969, por meio do Decreto-Lei 1004, o Brasil publicou um novo Código Penal que, após 9 anos em vacatio legis, foi revogado sem nem mesmo entrar em vigor.

Não esperamos que o mesmo aconteça e até achamos impossível que o mesmo ocorra, mas o estudante precisa ter esse dado em mente quando estudar o novo Código de Processo Civil para os concursos que virão.

Com a mesma intenção, outro dia fui advertido por uma aluna: “como espera que os concurseiros sejam avaliados por sua futura e próxima atuação, sem conhecerem os termos do novo código??” – com alterações. Ela estava certa.

Por mais cauteloso que eu pudesse ser em minha afirmação sobre achar temerário que concursos passem a exigir os conhecimentos do novo código, cumulando assim mais uma matéria aos já vastos programas de concursos, verdade é que isso pode acontecer, e para isso o candidato precisa estar preparado.

Considerando um ano para entrar em vigor a contar de 16 de março de 2015, período que muitos juristas consideram pouco para uma norma que, mesmo não sendo absolutamente nova, causará muito impacto no ordenamento, precisamos nos organizar para, de acordo com o nível de importância do Direito Processual Civil no edital, é importantíssimo conhecer as principais mudanças (tema do próximo artigo).

Proponho assim a seguinte tabela para tentar ajudar os estudantes, equilibrando os níveis de preocupação.

 

Tipo de Concurso Magistratura, Ministério Público, Defensoria Delegado de Polícia, Analistas Jurídicos de Tribunais, Auditores, Analistas Administrativos de Tribunais Técnico
Grau de conhecimentoque pode seresperado do candidato Alto – Completo Alto – Parcial Médio Baixo
Ações para se Capacitar diante do novo texto (considerando pleno preparo do texto anterior), artigos jurídicos Cursos completos e congressos sobre pontos de discussão, posições jurisprudenciais consolidadas Cursos com pontos relacionados aos editais, palestras rápidas com as principais alterações. Palestras rápidas com as principais alterações, textos publicitários, leitura do novo texto à luz do edital. Quando cobrado, ler a nova e a velha lei, caso o edital deixe claro que cobrará as duas formas.

 

Por que tanta cautela? O Código de Processo Civil em vigor ainda é o de 1939 e assim ainda se posicionarão muitas bancas. Bons estudos!

Como interpretar o Direito Penal?

Por Leonardo Moreira Pereira

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Eu só entendo que muitas pessoas não compreendem Direito Penal, porque eu mesmo levei muito tempo para conseguir fazê-lo.

 

Foram razões simples que me fizeram mudar de postura: A primeira foi entender que a Parte Geral do Direito Penal é dividida em 3 partes: Teoria da Norma, Teoria da Pena e Teoria do Crime. Depois que eu compreendi essa parte, o mundo mudou para mim. Pode ter sido uma falha em minha formação, ou mesmo a negligência inconsciente de um estudante jovem. Fato é que isso me atrapalhou bem.

 

Mas depois de compreendido, expandi meu interesse pelos crimes em espécie (Direito Penal Parte Especial) e pela Legislação Penal Especial. A sintonia mudou a tal ponto, que minha monografia de final de curso foi em Direito Penal em conjunto com o Direito Processual Penal.

 

O outro ponto, tão importante e simples quanto o primeiro, foi o de tentar entender as expressões do Direito Penal. Talvez essa tenha sido a verdadeira razão da negligência do primeiro ponto, já que não entendia porque algo deveria ser tão recheado de erudição, quando na verdade era o ramo mais “percebido” pela população que mais lhe serve dele… Não deveria ser simples e claro?

 

Mas até chegar nesse ponto de esclarecimento, tive que bater muita cabeça com resumos e esquemas de direito penal, até que lendo e relendo o livro do Professor Rogério Greco, a situação ficou clara para mim. Mas de novo, até então, tudo era um emaranhado chamado Direito Penal, que ia da Parte Geral à parte especial com algum apêndice chamado Direito Penal Militar (que não é apêndice, tem código específico).

 

Então que caminho tomei? Olhei meu conhecimento difuso e disse para mim mesmo: vou abrir mão de você. Peguei o livro do professor mencionado e comecei a estudá-lo com toda paciência do mundo. Para cada nova parte, por exemplo, as fontes do direito penal (leis, analogia, princípios…), fazia uma bateria de questões de Direito Penal das bancas de Delegado e Ministério Público, onde os temas merecem mais atenção e tem um nível de cobrança mais intenso.

 

E assim ia me aprimorando. Tudo bem que em algumas situações, como quando fui estudar o Direito Penal do Inimigo, a famosa teoria do alemão Günter Jakobs, tive que me desdobrar um pouco mais, lendo mais de um livro e entendendo como tal ponto era cobrado nas provas. E nessas dificuldades, entendia que meu conhecimento holístico ia crescendo, que nem tudo o que lia me parecia novidade.

 

Mas cada um tem um esquema preferido de estudo, preferindo uns começar pelas aulas de Direito Penal para depois seguir para a doutrina. Não vejo a necessidade de se estabelecer uma forma rígida para isso, desde que no resultado, o candidato entenda o Direito Penal como sendo a parte da atuação estatal que cuida da reprimenda dos crimes, fazendo-o com foco de gabaritar as provas de concursos.

 

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LEONARDO PEREIRA é Advogado graduado pela PUC de Minas Gerais. Possui pós-graduação em Direito Público e em Direito Privado, ambas pelo Instituto Metodista Isabela Hendrix. Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos. Ex-Diretor de Ensino do Praetorium, Instituto de Pesquisa, Ensino e Atividade de Extensão em Direito. Atualmente é Diretor Acadêmico do IOB Concursos Marcato.