Como funciona a análise de títulos em concursos públicos?

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A análise de títulos, etapa que aparecia antigamente apenas em concursos considerados “mais difíceis”, como os da Magistratura ou do Ministério Público, atualmente é uma fase bastante comum nos certames.

 

Mas como funciona esta fase?

Primeiramente, vale lembrar que a legislação brasileira permite a realização de concursos públicos constituídos por provas ou provas e títulos, mas não é permitido o concurso só com análise de títulos. E isto ocorre justamente para que se evite a nomeação pelo chamado “apadrinhamento”.

 

A formação acadêmica dos candidatos não tem caráter eliminatório, de modo que não há “reprovação” nesta fase. A chamada “prova de títulos” não é bem uma prova. Trata-se de uma seleção pela qual somente passarão aqueles que já tiverem sido aprovados na(s) etapa(s) anterior(es), e que influencia na classificação: o candidato que não apresentar nenhum título não é eliminado, mas o candidato que apresentar terá pontos somados à sua nota.

 

Assim, suponha que você e um outro candidato foram aprovados com notas idênticas nas fases objetivas e discursivas de um determinado concurso. Nesta situação, aquele que tiver mais pontos na fase dos títulos terá uma classificação maior. Um exemplo prático é que a classificação mais alta permite que o candidato escolha, primeiro, o local onde pretende trabalhar.

 

Atualmente, contam como “títulos” o diploma de conclusão de curso de MBA, pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado, publicação de livros ou artigos, trabalhos científicos, cursos de especialização, premiações, vinculação a entidades científicas, etc., mas é muito importante verificar, no edital, como deve ser feita a comprovação do título e a forma e prazo para envio (que normalmente é de alguns dias após a divulgação do resultado da etapa imediatamente anterior).

 

O critério para a avaliação e pontuação de cada um dos títulos apresentados deve estar bem definido e claramente apresentado no edital, e tanto o legislador quanto o gestor público devem valer-se do princípio da proporcionalidade nestas definições, de modo que sejam reconhecidas e valorizadas as formações e experiências relevantes para a Administração Pública.

 

Mas então como se preparar para esta fase do concurso?

Trata-se, na verdade, de uma preparação de longo prazo, que leva em conta toda a base acadêmica e educacional do candidato. Não há um cursinho que prepare para esta etapa, mas, de fato, é uma preocupação que o candidato deve ter se pretende ser aprovado nas primeiras posições.

 

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

Vamos conversar sobre interpretação de texto?

interpretacao-de-textoO verbo interpretar, de acordo com o dicionário Aulete Digital (aliás, recomendo!), comporta seis significados, dos quais vamos destacar apenas dois: dar sentido a; explicar (palavra, texto, lei etc.); dar um significado a; considerar, julgar.

 

Interpretar é descobrir o sentido e significado de algo. Sim. Descobrir o que o bendito autor quis dizer naquele determinado texto, para poder responder corretamente à pergunta que vem logo em seguida. E não me refiro somente à questões de língua portuguesa: quase todas as questões de quase toda prova têm um pouco de interpretação de texto. Afinal, se você não entendeu a pergunta, certamente não vai conseguir achar a resposta.

 

Legal. E como melhorar a interpretação?

Se você fizer uma busca simples sobre isso no Google vai achar algumas dicas interessantes como “leia em um lugar tranquilo”, “leia com atenção, e releia quantas vezes achar necessário”, “tenha um dicionário ao seu lado”, e etc.

 

Sim. São dicas lindas. Mas, não nos pertencem, né? Não podemos escolher um lugar tranquilo, nem reler mil vezes e nem muito menos consultar um dicionário na hora da prova. Então, vamos à algumas dicas que realmente podem ajudar:

 

  1. Leia o texto inteiro: não pare na primeira palavra desconhecida. Ao ler tudo, você vai ter uma visão geral sobre o assunto, e talvez aquela palavra ou aquele parágrafo que você não entendeu faça sentido no final das contas;
  2. Embora você não possa reler mil vezes o texto, repita a leitura, pelo menos uma vez. Isso vai fazer com que você fixe melhor o tema tratado, e compreenda de maneira clara a intenção do autor;
  3. Você não está ali para ter uma opinião própria. Lembre-se: a opinião é do autor, você só deve percebê-la, e, a partir dela, chegar às conclusões (que também são dele). Não deixe que as suas ideias prevaleçam sobre as dele;
  4. Leia o enunciado da questão com a mesma atenção que você leu o texto. Ele é tão importante quanto.

 

Também é interessante trazer as três maiores causas de erros nas perguntas que envolvem interpretação de texto, e enquadrá-las dentro das dicas acima.

 

a)    Extrapolação: ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto. Solução: dica 2 (a releitura faz com que você encontre os limites do texto).

b)    Redução: ocorre quando se dá atenção apenas a um aspecto, que pode ser insuficiente para o total entendimento do tema desenvolvido. Solução: dica 1 (ver o texto como um todo te mostra o conjunto das ideias, e não particularidades).

c)    Contradição: ocorre quando o leitor tira conclusões diferentes das apresentadas, com base em seu conhecimento ou convicção. Solução: dica 3 (as ideias e as conclusões que importam são as do autor, e não as suas).

 

E, por fim, uma dica fatal de como treinar tudo isso: leia. Leia mais. E leia mais um pouco.

;)

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

10 Boas razões para o concurseiro (não) sair de férias

razões férias

Ainda estamos em janeiro e, com a proximidade do Carnaval, muita gente tem se perguntado se vale ou não à pena tirar alguns dias de folga. Vou tentar compilar tudo o que tenho visto e lido aqui, de modo a (não) lhe dissuadir a sair de férias.

Não garanto um ponto de vista neutro, mas tentarei lhe divertir um pouco com uma visão pessimista do mundo! Confira:

  1. Se tivermos poucos bons editais em 2016, ou seja, com farta oferta de vagas, todo tempo é fundamental para se dedicar aos estudos, contando que a concorrência será mais acirrada. Afinal estamos falando de Banco do Brasil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Correios e, quem sabe, Receita Federal.
  2. Se você está muito cansado, quase estafado e estressado por conta das poucas oportunidades que 2015 concedeu a você, pense o quanto devem estar seus concorrentes que, além disso, podem não estar em condições financeiras tão favoráveis e que, por isso, SÓ pensam em ser aprovados.
  3. 90% das pessoas que saem de férias, reclamam ter ganhado uns quilos a mais. Se férias engordam, evite-as o quanto puder.
  4. Sempre que voltamos das férias, demoramos um tempo até ganhar velocidade e condicionamento mental para o trabalho e para os estudos. Então é melhor nem perder tempo desacelerando.
  5. A não ser que você decida ficar em casa em suas férias, colocando sua vida em ordem, a decisão por alguns dias fora lhe custará algum dinheiro. E como em 2016 esse artigo será coisa rara, decida por não sair de férias e não gastar esse suado (por alguém) dinheiro. Ele pode ser muito útil na compra de um novo material ou curso.
  6. Sempre temos uma pontinha de “depressão” quando voltamos à nossa rotina, lembrando o tempo todo de como foram maravilhosos aqueles dias na praia, junto com a família…então vem a depressão. Pois é, não está dando pra ficar deprimido não, pois atrapalham as metas. Continue estudando e tudo ficará bem quando você for aprovado.
  7. Já reparou quantas são as crianças que nascem em novembro? Ou seja, 9 meses depois do Carnaval. Está pronto para essa missão maravilhosa (sem piadas aqui, já que é a melhor coisa do mundo)?
  8. Muitas são as pessoas com hábitos etílicos. E em férias, acabam por exercitar esse hábito com mais frequência. E beber queima neurônios. E você não está podendo desperdiçar nem unzinho deles!
  9. Em 10 dias férias, terá sido consumido tempo suficiente para estudar uma boa doutrina de mais ou menos 800 páginas. Sem chance de abrir mão de um tempo desses.
  10. E a culpa das férias? Você lá na praia, na maior onda boa, curtindo a “vibe” de quem já tem um futuro garantido, enquanto alguém está estudando pra tomar seu lugar do Diário Oficial da União

 

Enfim, (não) sair de férias é a melhor pedida para recarregar as energias para um 2016 de grandes conquistas!

Bons estudos, ou melhor, férias (:

 

Por Leonardo Pereira

Diretor Acadêmico do IOB Concursos

 

Atenção! Novo acordo ortográfico já está em vigor no Brasil

reforma ortografica

Desde 1º de janeiro de 2016, qualquer manifestação escrita em língua portuguesa será regida obrigatoriamente pelas novas normas do Acordo Ortográfico. Depois de um período de seis anos de transição, o acordo ortográfico assinado com 7 países de língua portuguesa entrou oficialmente em vigor no Brasil.

 

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, porém, após polêmicas e críticas, o governo adiou a entrada em vigor para este ano.

 

Mesmo que a mudança atinja somente 0,8% do total de palavras usadas no Brasil, é necessário estar atento:

 

Algumas palavras perderam o acento, outras se separaram ou se uniram. Em relação à acentuação, somente os termos paroxítonos (com a tonicidade presente na penúltima sílaba) foram atingidos. De agora em diante, todos os paroxítonos finalizados em -A, -E, -O (pluralizados ou não), -EM e – ENS não serão mais acentuados graficamente.

 

Além disso, as letras K, W e Y, eliminadas pela reforma de 1943, foram reincorporadas e são empregadas nos seguintes casos:

 

1 – Em nomes de origem estrangeira e seus derivados: Kennedy, Darwin, Byron, kennediense, darwinismo, byroniano;

 

2 – Em siglas, símbolos e unidades de medida de uso internacional: KLM, TWA, K (potássio), km (quilômetro), kW (quilowatt);

 

3 – Em palavras estrangeiras de uso corrente no português: kart, kit, kung fu, show, web, playboy, playground.

 

Nós tivemos tempo para nos adaptar às novas normas do Acordo Ortográfico e, agora, mais do que nunca, é importante não errar, principalmente, em provas de concursos públicos e redações.

 

Concursos Públicos: Retrospectiva 2015 e boas notícias de fim de ano

retrospectiva para concursos públicos 2015

Que os bons fluidos continuem a soprar, mantendo nossos estudantes muito estimulados para os estudos, especialmente pensando nesse final de ano, em que ainda esperamos grandes concursos como o do IBGE e o do INSS.

 

Olhando para trás, o IOB Concursos lançou até o último dia de novembro de 2015, exatamente 121 cursos que contribuíram muito para a aprovação de muitos de estudantes, que sempre viram em nossos cursos uma excelente oportunidade de preparação, a preços mais que justos, professores de alto padrão e compromisso de atualização do acervo, isso ocorrendo mesmo depois da assinatura do aluno vencida, quando a alteração do acervo se deu durante a vigência do contrato.

 

Com esse compromisso e profissionalismo, até o dia 30 de novembro ainda mantemo-nos firmes na busca pela três milionésima matrícula, ou nos 30.000 sonhos depositados em nosso trabalho e muito mais que isso, de pessoas que não se curvaram diante das notícias ruins, mantendo-se fiéis aos nossos discursos de que valeria à pena continuar estudando, pois só os melhores serão aprovados.

 

Do nosso lado, ainda estamos preparando para dezembro desse ano, uma turma de Exercícios com foco no concurso de Técnico do INSS, com a resolução de 200 questões específicas de Direito Previdenciário para o Cespe, reforçando nossa crença de que vale a pena investir na preparação para os concursos públicos. E claro, com 200 questões de Direito Previdenciário, os estudantes que pretendem o cargo de Analista do INSS também poderão se beneficiar muito com essa nova turma que será lançada ainda na primeira semana de dezembro.

 

Estou preparando uma análise realista para 2016, que postarei aqui na semana que vem; mas considerando que o biênio 2014/2015 não prometia muito, só podemos dizer que o ano foi EXCELENTE!!!

 

Bons estudos!
Por Leonardo Pereira

Não passei no concurso público, o que eu faço agora?

desaprovado concurso o que fazer

Então você estudou muito para aquele concurso público e, infelizmente, não foi aprovado. Calma. O primeiro passo é entender que não passar em concurso é muito mais comum do que você imagina. Lembre-se que concursos possuem um número limitado de vagas para milhares de candidatos. Sem contar que, mesmo depois de aprovados, os candidatos passam por uma série de processos seletivos para assumir a tão sonhada vaga.

Se você está se sentindo mal por causa de uma reprovação, não desanime, fizemos esse post para colocar sua cabeça no lugar, confira:

 

1 – Tempo

Não apresse as coisas e nem se culpe por ter sido reprovado. É normal ficar desanimado e se sentir frustrado no início, afinal, depois de tanto esforço, o resultado não foi como esperado. Dê um tempo para si mesmo, tire alguns dias de folga para descansar, recompor as energias ou rever os amigos. Esse período de repouso vai te ajudar a traçar novas metas e objetivos.

 

2 – Utilize a experiência

A melhor forma de tirar proveito de uma reprovação em concurso é analisar a prova e saber onde foram cometidos os erros. Dessa forma, poderá identificar quais disciplinas precisa se empenhar mais e não cometer o mesmo erro em provas futuras.

 

3 – Reveja seu planejamento

Pense como foi que se preparou para a prova, que técnicas deram mais resultados? Você planejou com antecedência? Teve tempo suficiente? Soube administrar seu tempo durante a prova?

O ideal é estudar para o concurso antes da publicação do edital, pois não terá muito tempo para assimilar todo o conteúdo.

Você realizou simulados suficientes? Entendeu como são as perguntas da banca examinadora?

Todos esses questionamentos são importantes para identificar onde houve uma deficiência de sua parte.

O plano de estudos é muito importante para o concurseiro. Por isso, ao comprar um curso no IOB Concursos, nós sugerimos um plano de estudos que pode facilitar seus estudos.

 

4 – Incorpore os estudos

Mesmo que não tenha concurso público em vista, não deixe de estudar. É necessário manter a mente ativa e praticar constantemente para não esquecer ou perder a prática. Os estudos levam tempo e disciplina para serem desenvolvidos. Se manter uma rotina de estudos sem interrupção verá que estará cada vez mais habituado com as provas e a sua aprovação será apenas uma questão de tempo.

Sobre Democracia, Tatuagens e Concursos Públicos

tatuagem e concursos publicos

Estamos a alguns dias de ver o STF – Supremo Tribunal Federal – decidir um ponto efetivamente relevante para a sociedade, abordando o Recurso Extraordinário (RE) 898450, com repercussão geral reconhecida. A questão envolve a exclusão de um candidato do concurso para o cargo de Soldado de Segunda Classe do Estado de São Paulo que tinha tatuagem fora dos parâmetros admitidos pelo edital do concurso.

 

Quero falar aos tatuados: não tenho mas adoraria ter e nunca fiz por absoluta indefinição quanto ao tema. Por isso, estou bem à vontade para escrever sobre a questão.

 

O país passa por tamanha afronta às regras de moral e caráter que me pergunto se esse não seria exatamente o extremo oposto da relação, ou seja, depois de anos estudando, pleiteando ser útil para a sociedade, ser excluído pelo exame médico não parece ser o reconhecimento de um sociedade democrática.

 

Porém, com menos ímpeto, não nos foi dada a oportunidade ainda de ter acesso aos autos; Mas, se existem parâmetros, quer dizer que a Polícia, instituição secular e marcada pelo absoluto apreço à disciplina, em algum momento já avaliou que a questão de tatuar o corpo não tem relação com a moral e a idoneidade que se espera de um policial.

 

Entretanto então qual seria o ponto? Em minha cabeça passam temas que poderiam afrontar tais parâmetros, apresentando-se ilegais, imorais ou atentatórios aos bons costumes; indo além, posso imaginar uma tatuagem da folha da canabis, da suástica nazista, de uma cena pedófila… Ai, concordemos todos, tatuados e frustrados, que a ideologia da tatuagem diz muito a respeito da identidade moral de seu possuidor.

 

E convenhamos, que moral ou mesmo flexibilização desta moral podemos esperar de um operador da justiça que faz, de algum modo, apologia ao ato pelo qual, no exercício da justiça está a combater? Me parece muito antagônico, muito complicado.

 

Sob o prisma da discriminação que pode ser verificada no caso, basta a lei ou edital não pretenderem ser mais restritivos que a liberdade que a Constituição Federal assegura a todos, e estamos bem amparados pelas limitações que se impõe. Concorda?

 

Vamos aguardar o julgamento para entender um pouco mais do caso. E tal qual uma série eletrizante do NETFLIX, ver o desenrolar de um novo capítulo da interpretação da democracia?

 

Por Leonardo Pereira

Existe idade certa para prestar concursos públicos?

idade concurso

De acordo com a Constituição Federal (artigo 7º, inciso XXX), não há limite de idade:

 

“Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:  XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”.

 

Entretanto, existem algumas ressaltas. A maioria dos concursos públicos exigem que o candidato tenha, no mínimo, 18 anos de idade no momento da posse. Ou seja, é possível realizar a inscrição com 17 anos.

 

Em consequência disso, alguns conquistam seu primeiro emprego em órgãos públicos, pois, para ser concursado basta ser aprovado, não sendo exigido experiência anterior, morar perto do trabalho ou entrevista de emprego. Muitos jovens fazem isso, principalmente, em concursos com prazos de validade mais longos em que há possibilidade de serem convocados posteriormente.

 

Já referente à idade máxima, a maioria dos concursos exige que a idade limite seja 69 anos, pois a partir dos 70 existe a aposentadoria obrigatória, a chamada aposentadoria compulsória.

 

Por outro lado, de acordo com a Lei 10.741 de 2003 (Estatuto do Idoso) em seu artigo 27 estabelece que:

“Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego, é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade, inclusive para concursos, ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir”.

Por isso, cada caso é analisado individualmente.

 

Outro ponto importante é que em algumas seleções, como os concursos das Forças Amadas e da Polícia Militar, existe o limite de idade diferenciado devido aos riscos que os cargos trazem.

8 dicas fundamentais para uma boa redação de concurso

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Elaborar uma redação bem feita e adequada aos temas propostos é um diferencial e ao mesmo tempo um desafio para quem costuma prestar concursos públicos. Além disso, o candidato deve apresentar um texto interessante com bons argumentos e bom domínio das peculiaridades do assunto proposto pela banca examinadora. Entre os concursos que incluíram a etapa de prova discursiva estão o concurso do Tribunal de Justiça – SC, concurso do Depen, concurso do TJDFT e o concurso do TRT 16ª Região.

 

Para quem realizou inscrição para uma dessas seleções e pretende se sair bem na avaliação dissertativa, é fundamental praticar, dominar as regras da língua portuguesa e saber redigir um texto objetivo e conciso. Para isso, o IOB Concursos selecionou 8 dicas essenciais para realizar uma ótima redação de concurso público. Confira:

 

1.Domine a gramática

Inicialmente, o candidato deve dominar as principais regras gramaticais, como concordância verbal e nominal, regência, conjunções, crase e pontuação. Consultar um livro de gramática para se aprofundar nessas regras e escrever sobre diversos temas são ótimas formas de estudo para fixar as informações.

 

2.Atente-se ao formato do texto

É importante estar atento ao formato de texto pedido no enunciado da prova. Os tipos que mais aparecem são os textos dissertativos expositivos e os textos dissertativos argumentativos, que tratam de assuntos de áreas específicas do concurso.

 

3.Leia para escrever

Uma coisa é certa: quem não lê, não escreve. Por meio da leitura, o candidato adquire um vocabulário mais rico, absorve conhecimento sobre diversos temas, dados, pesquisas, além de ser capaz de analisar e formar sua opinião.

 

 

4.Seja conciso

A redação deve ser enxuta com frases objetivas, pois assim, fica mais fácil de ler, além de contar pontos na correção. Evite repetir palavras como “que”, “onde” e “mas”, substitua por sinônimos e não repita as mesmas ideias. Uma ótima forma de praticar é fazendo redações de provas anteriores do concurso que você prestará.

 

5. Use argumentos

Use argumentos fundamentados em sua redação e evite as generalizações como por exemplo, “A educação brasileira é precária”. Use dados de pesquisas, nomes de autores e bibliografia de sua área que comprovem essa informação. O seu texto deve provocar o senso crítico e os clichês tornam a redação desinteressante.

 

6. Use os termos conectores

Como citado acima, uma boa redação deve conter argumentos e eles devem estar ligados entre si. Use os termos conectores como “porém”, “portanto”, “ou seja” e “embora”, pois amarram as ideias da redação.

 

7. Modere nas afirmações

Evite afirmações como “sempre” e “nunca”. Tenha cautela ao argumentar um aspecto do tema e evite o discurso inflamado típico das redes sociais.

 

8. Desfecho

Por fim, a redação deve ter um bom desfecho com uma solução para o problema, de forma a provocar uma reflexão ao leitor.

 

 

Critérios de anulação de questões em concursos, comentado por Leonardo Pereira

STF_logo

 

Recentemente o STF se pronunciou a respeito da responsabilidade sobre a anulação de questões nos concursos públicos, reservando ao judiciário a “garantia da isonomia entre os concorrentes”, situação que, como de conhecimento de muitos candidatos, restringe-se à análise de legalidade das questões ou mesmo dos atos da banca examinadora que de algum modo sejam ilegais.

Entenda a notícia clicando aqui.

E isso pode ser reforçado com um jargão muito utilizado em sala de aula nos cursos preparatórios, especialmente nas aulas de Direito Administrativo. O termo em questão é “o edital é a lei dos concursos”, justificando o fato de que o candidato deve conhecer o edital que rege seu concurso como uma das leis que terá que aprender para ser aprovado.

Claro que na situação em comento a anulação de 8 questões, seja pela banca examinadora, seja pelo judiciário, gera enorme instabilidade e insegurança nos candidatos, deixando aberta a discussão sobre como deveriam ser escolhidas as bancas examinadoras de concursos de grande porte.

Deveríamos cobrar mais dos órgãos que contratam as bancas, pois a contratação de uma banca ruim certamente refletirá na celeridade do concurso, não passando por questionamentos relacionados à seriedade da mesma.

Mas, de volta ao ponto, que se frise como orientação doutrinária: o judiciário só tem o condão de avaliar a legalidade das questões ou mesmo a legalidade dos termos do edital. Nada além disso, até para que se garanta a isonomia de todos os candidatos.