Concursos Públicos e a Primavera em 2015

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Há dois dias da chegada da primavera em 2015, tenho mesmo me perguntado se há razões suficientes para florirem as flores.

Petrolão, mensalão, CPMF. Quanto mais suportaremos até que se dê um basta ao descalabro de nossas instituições? Aqui e ali, e até mesmo em um balneário onde se tem notícia que o prefeito gastou um milhão e meio de reais em uma obra de arte para a entrada da cidade, sem que o hospital tenha ao menos leitos de UTI.

Vivemos a ermo, com a sensação de que os corruptos continuam a furtar nossos ideais. Já não nos incomodamos com novas notícias de corrupção, nem mesmo celebramos com fitas nos carros e panelaços uma nova fase da lava-jato, 19ª, a “Nessun Dorma”. Onde está nosso patriotismo, nosso senso de cidadania? Pergunto-me a razão da 90ª Emenda à Constituição.

Precisamos de mais heróis como Moro, Barbosa e Oliveira (o juiz federal que condenou mais de 200 traficantes em Mato Grosso do Sul e que por muito tempo morou no fórum da cidade, já que estava jurado de morte), mas infelizmente são poucos os nomes que se destacam e consequentemente é natural que digam que o Brasil não precisa de mais funcionários públicos.

Na triste e recente comparação, a Casa Branca tem apenas 400 funcionários. Com tantos métodos de análise de gestão e processos, com tanta verba disponível para capacitação, não podemos melhorar o serviço público? Não podemos dar mais destaque aos funcionários públicos que se empenham pelo país? O que a iniciativa privada pode ensinar à administração pública?

Não é uma crítica a ser feita. É um pedido, implorando para que cada qual assuma o dever do cargo a que foi empossado. Que nossa ira seja convertida em resultados e que, a partir deles, passemos a cobrar mais probidade. Que nossa cidadania seja exercida, para que nossos heróis sejam todos aqueles que querem construir uma sociedade melhor, respeitada e digna.

 

Por Leonardo Pereira

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