Já ouviu a expressão “um oceano de conhecimento com um palmo de profundidade”? Ela reflete bem o risco que corremos de buscar cada vez mais conhecimento sem termos condições ou tempo de nos aprofundar nos temas que passamos a conhecer.

Conhecer um tema é o mesmo que conhecer alguém. Só se conhece. Não é amigo, não sabe quais são suas preferências, ignora o que o irrita, deixa de lado o que importa a ele. No estudo é a mesma coisa. Tome como exemplo conhecer um tema: saber da existência de do Tribunal Penal Internacional.

Sei que ele existe, que sua sede é em Haia e posso até avançar sobre o tema em suas atribuições. PONTO. Isso me garante um papo descontraído com alguns amigos, me deixará com a carinha de culto… Mas meus amigos, a realidade dos concursos públicos e da especialização que o mundo pede a todos os profissionais, seja lá de que área forem, massacra minha pose de tudólogo.

Fiasco completo!

E esse é o risco que percebo nos estudantes de hoje, quando abordo temas como terceirização, feminicídio, impeachment, redução da menoridade penal, fundo de garantia. Todos esses temas que estão circulando na mídia e que acabam, cedo ou tarde, sendo cobrados em profundidade nas provas, estão sendo abordados somente no nível do conhecer.

Bons estudos.

 

Por Leonardo Pereira

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