O mundo está consternado após o maior ataque de terror à França, desde a segunda guerra mundial. E não há como pensar na situação sem que nos questionemos que tipo de sociedade estamos criando com as nossas regras ultra protetivas, quando tudo poderia se resumir à prestação de uma educação de qualidade para todas as pessoas, desde o ensino fundamental.

Corrigir os erros do passado é extremamente necessário, mas tal como um remédio poderoso para uma doença extrema, ele não pode ser ministrado por tempo indefinido, pois acaba por viciar o corpo. E se viciarmos nossa sociedade, como estamos fazendo com nossas políticas, certamente teremos um corpo morto, uma sociedade ainda mais falida em mais alguns anos.

A mudança de uma sociedade é lenta, leva anos, décadas. A China, dentre as inúmeras marcas que vem deixando no mundo, deu a mim a melhor resposta para o nosso caos: a revolução na educação começou há vinte anos, com a oferta de melhores escolas e de um plano de educação sério e comprometido.

E a passos lentos, sabe-se lá nós não estaremos baixando nossa bandeira a meia haste em mais alguns anos, em sinal de luto completo pela morte da consciência de milhares de brasileiros, alijados de suas capacidades laborais e intelectuais, amparados por uma série de bolsas, campanhas e leis que, tomando emprestado o ditado, ao revés de terem ensinado a pescar…

Como religioso ecumênico, fico à vontade para dizer que na beleza de todas as religiões, estamos nos esquecendo de um dos maiores primados: somos todos iguais. E apegado à sátira recentemente vista, transcrevo a cena de um urso sentado em uma mesa de piquenique, pensando consigo mesmo: “brancos, mulheres, gays, negros… todos têm gosto de frango” (com adaptações).

E na crueldade da realidade irônica, sendo mesmo tão idênticos, não bastaria a todos os problemas que fossemos mais respeitosos, humildes e compreensivos com as diversidades?

Por Leonardo Pereira

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