Quantas vezes você já questionou seus sonhos? Quantas vezes vocês já se questionou sobre seus sonhos? E quantas vezes você deixou de sonhar, porque em meio a estes questionamentos, chegou a respostas que não eram satisfatórias?

E você sabe o que aconteceu quando você mudou seu caminho e se desviou dos seus sonhos?

Não… Ninguém sabe. Nem saberá.

Eu me lembro de quantos sonhos deixei de sonhar. Eu me lembro que cansei, que achei difícil, que cheguei à conclusão de que era demais para mim, que tinha outras coisas mais importantes para fazer. Eu me lembro de tudo isso, e eu me lembro que tudo fez muito sentido: as justificativas para a desistência são muitas e são válidas. E isso não é ironia: elas são válidas mesmo.

Sempre vai haver muitas pessoas e muitos textos te dizendo para não desistir.

Então eu queria fazer diferente. Queria contar uma história:

“A menina que sabia escrever.

Desde sempre, brincou com as palavras, e sonhou, bem no fundinho do seu coração, que suas palavras um dia pudessem ganhar o mundo. Sonhou um sonho escondido, que nunca deixou de ser um sonho, mas que muitas vezes encolheu-se para dar espaço para as obrigações da vida que por ela passava.

Cresceu. Formou-se. Tornou-se filha, mãe, mulher. 

Brigou com o mundo. Desentendeu-se com o que era para ser considerado o caminho certo. Andou por trilhas tortas. Teve seu coração partido uma, duas, inúmeras vezes. 

Mas a menina sabia escrever. 

E escreveu. E ainda tem muitas outras tantas coisas para escrever. E o fará. Porque o lápis e o papel continuam sendo seus melhores amigos. Porque a entendem como ninguém. Porque as suas dores ficam menores quando colocadas na forma escrita. E porque ela entendeu que é exatamente isto que ela veio fazer aqui.

A menina continua uma menina. É uma criança, que recomeça aos trinta e poucos anos. Um tudo novo com o qual ela ainda não sabe lidar, e que traz a ela sensações ainda não experimentadas misturadas com outras tantas que ela já conhece tão bem.

Uma história. Uma nova história. A mesma história, agora escrita. Reescrita. Impressa. Acreditada. E um mundo inteiro escondido. Querendo se mostrar, porque encontrou agora a porta de saída (ou de entrada).

A menina mescla o tudo com o nada. E no meio do que ainda não sabe o que é, apenas tem uma certeza: continuará.” 

Essa história foi escrita em fevereiro de 2013, quando a menina, que sempre quis ter um livro publicado, conseguiu. Porque não desistiu. E não pense que foi fácil: ela ouvir um monte de gente dizendo não, ela brigou com todo mundo que insistia que aquilo não era para ela, ela negligenciou algumas coisas e abriu mão de outras. E ainda que o livro dela não tenha sido um best seller mundial (até porque não era mesmo este o objetivo), ela conseguiu.

A menina sou eu. E, até hoje, cada vez que que eu vejo meu livro na prateleira de uma livraria, eu entendo que valeu a pena.

Então, se está pensando em desistir, eu entendo. Mas só queria lembrar que o sentimento de “eu consegui” é incrível.

 

Luciana Pimenta. Mãe em tempo integral. Coordenadora Pedagógica no IOB Concursos em horário comercial. Advogada quando necessário. Autora, revisora e diagramadora quando sobra tempo. E ainda caminhando.

 

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