Projeções de Concursos Públicos para 2016 – Por Leonardo Pereira

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Há alguns dias tenho sido abordado com a inquietante pergunta relacionada ao cenário de concursos públicos em 2016, principalmente depois que escrevi sobre o bom cenário de 2015 aquecido depois do segundo semestre.

Não sou bom em futurologia e quase pensei em ser um pessimista, tendo mudado radicalmente de ideia depois de ler uma pesquisa que apontava que os homens mais otimistas eram os mais bem sucedidos no mundo dos negócios. Ok, podemos dizer que todos eles guardam uma pitada de Steve Jobs com sua técnica de Distorção da Realidade, ou mesmo que a grande maioria deles exercita diariamente as práticas do livro O Segredo, da Rhonda Byrne com sua Lei da Atração. E para não ficar de fora da moda, os mais renomados coachings do Brasil sustentam que esse positivismo atua em uma área do cérebro que de fato nos conduz à projeção de uma realidade factível, realizável.

Mas e o que isso teria a ver com nossas projeções para 2016?

Será que preciso ser dotado de um otimismo cego para crer que em 2016 acontecerão concursos que sequer estão previstos? Claro que não… supor isso ofenderia sua inteligência, seu credo. Mas se posicionar de modo maduro e inteligente diante das circunstâncias, isso sim poderia lhe ajudar muito a construir um futuro diferente para você mesmo, pondo em prática tudo o que foi sugerido linhas acima. Sendo correto com suas possibilidades e com suas expectativas, também inspirados pelos ares de final de ano (só eu me deixo guiar por uma esperança mundana??), temos como estabelecer quais são os sonhos a serem sonhados e quais são as frustrações que podemos deixar de ter.

Sendo assim, de acordo com minhas perspectivas fundadas em fatos concretos, de fato não devemos esperar muito dos concursos federais e nem mesmo daqueles estaduais onde os entes da federação apresentem grave debilidade financeira, como é o caso do Amazonas e do Rio Grande do Sul. Mas, por outro lado, não posso ignorar o fato de que, com fiscalização falha, possa o governo federal alcançar suas metas fiscais. Digo isso porque, tendo amigos na Receita Federal, ouço deles comentários apontando a redução do contingente de Auditores nos últimos anos, ainda que pese o fato de estarmos acompanhando algum crescimento na carreira de Analista da Receita Federal. E tratando-se de um concurso extremamente difícil, onde os casos de aprovação com tempo de preparação igual a um ano são vistos como verdadeiras “aberrações da inteligência”, muito pouco muda o concurso ser em 2016 ou 2017. Mas, pessoalmente, sendo absolutamente otimista, eu diria que o novo concurso pode sair ano que vem… contrariando tudo e todos. Certeza maior acolhe a quem pretende a carreira de Auditor Fiscal do Trabalho, posto que é tido como certo para o ano vindouro.

A mesma “sorte” acolhe aos que pretendem o cargo de Delegado de Polícia Federal e Perito da Polícia Federal, órgão que desde 2014 não depende mais de autorização do Ministério do Planejamento para realização de novos concursos. Ainda nas carreiras policiais, outra boa perspectiva é a Polícia Rodoviária Federal, tudo bem, com um pouco menos de “calor” na informação, mas com chances concretas. Para nível médio o ano começa/vira com o quase certo concurso para Técnico do INSS e também para o já anunciado novo edital para Escriturário do Banco do Brasil.

Mesmo na área federal, parece que temos prazer em não nos portar como na sugerida atitude dos macacos do Templo de Toshogu. Se os Poderes Judiciário e Legislativo, juntamente com o Ministério Público e a Defensoria Pública, têm autonomia orçamentária, os que estão estudando para concursos nesses áreas não têm razão suficiente para se desesperarem. Não é questão de sermos ou não otimistas, mas de passarmos a ser mais serenos com nossas escolhas, de sermos mais justos com nossos propósitos. Parece que guardamos um apreço pelo sensacionalismo, que gostamos de nos vitimar, como se isso nos desse forças diante da piedade alheia.

E, meu amigo, piedade e dó não ajudam em nada. Pelo contrário. Só lhe lança mais fundo fel de uma vida sem conquistas, sem sentido e propósito. Rejeite toda a pena que lhe lançam por verem em você um estudante sem perspectiva, já que a nota geral é a de que os concursos estão acabando, e estude o dobro do que qualquer um poderia imaginar que você seria capaz e acabe por nos fazer um favor: aprecie em dobro o sabor da vitória quando for aprovado… os mesmos que lhe ofereciam o colo, ainda que sem maldade, o exaltarão em tom heroico!!!

Que a memória lhe seja longa para sempre lhe fortalecer com a lembrança de 2011, quando a mesma Miriam Belchior, ministra do planejamento, com a mesma mão que anunciou o corte dos concursos, autorizou a realização de concursos federais que juntos somaram mais de 24 mil vagas. Que a virtude lhe seja suficiente, para lhe manter sereno diante de tudo o que lhe disserem de ruim que possa lhe afastar de seu sonho. E que sua fé, qualquer que seja, ainda que em você mesmo, seja mais forte e melhor que qualquer boato terrorista sobre o fim dos concursos.

Ahhh… Otimista? Não. Determinado. Muito obrigado!

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