Aprovado no Senado Federal na semana passada, até 78% de aumento para o Poder Judiciário e Ministério Público, ou algo perto de 25 bilhões de impacto nas contas públicas. Uma clara reação política do Poder Legislativo, mas que reflete o quanto estamos politicamente fragmentados.

O veto da Presidente talvez seja, para mim, o único ato político esperado no exercício de seu mandato. A consternação que paira no Brasil parece não afetar a interpretação de pessoas como a do Presidente do STF, Ministro Ricardo Lewandowski, que demonstram sua simpatia laboratorial pela situação econômica pela qual passa o país. Claro que os preços estão subindo no supermercado, mas não se faz com base no crachá que é apresentado na gôndola; a situação é para todos!

Não discuto a necessidade de um aumento. Mas o modo reservado com o qual temos visto tratamento de assuntos do Poder Judiciário, tais como à burla ao teto salarial, as emendas de feriados, as férias.

Se não passarmos a pensar o país, dificilmente teremos uma mudança que nos faça ter orgulho dessa nação. Faz parecer que somos piratas em busca da próxima pilhagem, da próxima oportunidade. Somos um percentual muito pequeno da população, à qual cabe operar mudanças intelectuais, comportamentais e sócio econômicas. Se não exigirmos mudanças igualitárias, jamais poderemos esperar que o Brasil seja um país. E o que me parece pior: se não pudermos contar com o Judiciário, poder ao qual a população ainda devota alguma esperança, creio estarmos próximos do colapso.

 

Por Leonardo Pereira

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